Internação é negada oito vezes na rede pública e homem morre de meningite


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Adriano Oliveira, irmão da vítima, se queixa do atendimento
Adriano Oliveira, irmão da vítima, se queixa do atendimento
Renato Rodrigues de Oliveira tinha 36 anos e era um homem saudável. Trabalhava como ajudante no ferro velho do Romildo, no Jardim Aeroporto. Na segunda-feira, 29 de setembro, começou a passar mal. Começava neste momento um calvário de idas e vindas ao pronto-socorro, com pedidos constantes de internação negados na Santa Casa, que terminou da pior maneira: Renato não resistiu e morreu ontem. Estava com meningite. Revoltada, a família acredita que a morte ocorreu por negligência do hospital.
 
As tentativas de internação se arrastaram por uma semana. “Fomos ao Janjão (PS “Álvaro Azzuz”) todos os dias e os médicos pediam a internação, mas os pedidos foram renegados por oito vezes”, disse Priscila Cristal Eugênia, mulher de Renato. Desesperada e sem saber qual era a causa do problema, a família decidiu pagar uma consulta particular com um neurologista. O médico percebeu que o caso era sério. Após ele insistir, a Santa Casa, finalmente, decidiu interná-lo. Renato deu entrada no hospital quarta-feira, 8. Ficou um dia no quarto e foi transferido para a UTI. A situação havia se agravado. “Já era tarde demais. Ele ficou uma semana na UTI e essa madrugada (de sábado) veio a falecer. Até quando vamos conviver com essa vergonha na saúde de Franca? Mais um pai de família perde a vida por negligência, até quando?”, disse Amarildo Rodrigues, primo da vítima.
 
Adriano Rodrigues Oliveira, irmão de Renato, acredita que a morte poderia ter sido evitada se o atendimento na Santa Casa não tivesse demorado tanto tempo. “Foi um descaso total. Isto causa uma revolta muito grande. Muita gente pensa que o SUS é de graça, mas não é. Pagamos impostos caros e quando precisamos, não somos atendidos.”
 
O Comércio ligou para a Santa Casa no começo da tarde de ontem para ouvir as explicações sobre o caso. Nenhum responsável pela diretoria ou comunicação foi encontrado. “Não fica ninguém no final de semana para atender vocês. Eles não ficam de plantão”, disse uma funcionária.

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