Nesta última semana foi comemorado o Dia do Professor, 15 de outubro, a quem dedicamos este espaço. Recordo-me, com saudade, da época em que ainda com uniforme de calças curtas, entrei no 1º ano primário (na época a fase pré ainda nem existia, mas apenas o jardim da infância), no IETC, que era o Instituto de Educação Torquato Caleiro. Minha primeira professora foi dona Elza Foster. Aprendi com ela as primeiras letras, até com direito a algumas reguadas na bunda. E não me revoltei por isso. Depois foi a vez da Dona Noquinha. No terceiro ano, dona Terezinha - que ainda está viva - e no quarto ano, dona Laura de Melo Franco. Depois disso havia um exame de admissão para entrar no Ginasial. Passei e fiz os 4 anos daquela fase, já com muitos desses professores que mostro hoje na foto da época, aí no nosso arquivo. Depois do ginasial, veio o segundo grau e optei pelo Curso Científico. Aprendi a querer bem aquela escola, que era dirigida com pulso firme pelo diretor Júlio César D’Elia, que sabia impor sua autoridade e cumprir corretamente com o seu dever de bom administrador. Tive o privilégio de estudar numa escola pública, de um nível extraordinário, e muitos daqueles que saíam do colegial não precisavam de cursinho preparatório para ingressar na faculdade. E não tinha moleza nem promoção automática. Se não estudasse não passava e se tomasse duas “bombas”, era “jubilado”, ou seja, podia escolher outra escola e se mudar. Que saudade tenho daqueles mestres que transferiam com motivação e enorme categoria seus ensinamentos. Já a educação e o respeito, todos os alunos levavam de casa. Pelo menos naquela época!
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