Que venha a chuva!


| Tempo de leitura: 2 min
Por causa de um ano atípico, onde grande parte do País, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e Central, vem sofrendo há meses com uma estiagem prolongada, os reflexos sociais e econômicos são evidentes: famílias sofrem com a falta d’água e correm o risco de serem privadas de energia, enquanto os produtores rurais vêem sua produção cair, também por causa da falta de chuvas. Agora, a situação se agrava com o risco que sofrem o meio ambiente e a saúde humana, por causa das grandes queimadas que atingem reservas naturais nas regiões castigadas pela estiagem.
 
De acordo com o site do sistema de queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a quantidade de queimadas no Brasil entre 1º de janeiro e 16 de outubro deste ano aumentou 70% em relação ao mesmo período de 2013. Na comparação entre 1º e 16 de outubro de 2014 e 2013, a elevação de focos de incêndio no País cresceu 105%. No acumulado do ano, foram 140.907 pontos de queimada até a última quinta-feira, 16, contra 82.426 do ano passado. Mato Grosso foi a unidade federativa com mais focos, com 25.374 registrados, número 62% superior ao montante detectado no ano passado. 
 
Na somatória dos últimos 16 dias ocorreram 25.466 incêndios. E alguns deles ainda perduram, com grandes prejuízos ao meio ambiente, com a destruição de mata nativa e de diversas espécies de animais silvestres que não conseguem fugir do fogo inclemente. Grandes porções de Mata Atlântica estão sendo destruídas na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, além de mata nativa em Minas Gerais. Até agora, o fogo está ganhando a batalha. Minas já registrou a morte de dois homens que trabalhavam no combate ao incêndio na Serra do Moleque, em Carrancas. Estes também são reflexos funestos da estiagem e do tempo seco.
 
Além de grande desastre natural, as queimadas também causam danos à saúde humana. Prontos-socorros e ambulatórios registram mais casos de pacientes com distúrbios respiratórios, já que os incêndios também atingem a região urbana. Sem chuva, a vegetação seca e qualquer ponta de cigarro ou palito de fósforo atirados são capazes de causar incêndios de proporções imprevisíveis. Com isso, crianças e idosos sofrem mais e a inalação de fumaça causa problemas na respiração. A baixa umidade do ar, nestes últimos meses, é mais um fator que agrava esta situação. 
 
Caso não chova, além do desabastecimento de água e cortes de energia (estes podem acontecer em razão do baixo nível do reservatório das usinas hidrelétricas), as queimadas podem se intensificar, ameaçando o meio ambiente e a saúde humana. Os prognósticos são animadores, com a possibilidade da queda de chuvas a partir deste final de semana, no mais tardar na segunda-feira. Que venha a chuva, a partir deste domingo, como o programado pela meteorologia, a única capaz de amenizar todos estes problemas. Não apenas a natureza, mas nós todos agradecemos.
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários