A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca abriu inquérito para apurar denúncia de crime sexual envolvendo um frentista de 30 anos, residente na Zona Norte. Ele estaria trocando mensagens amorosas, via celular, com uma menina de 11 anos e já teria lhe beijado na boca em três ocasiões. Os pais da criança tomaram conhecimento dos fatos na noite de quinta-feira e estiveram no Plantão Policial para registrar a ocorrência. A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, que recebeu o boletim no início da tarde de ontem, determinou a abertura de inquérito e deve intimar a menina a depor na próxima semana.
O delegado Eduardo Lopes Bonfim, que recebeu a denúncia no Plantão, enquadrou o acusado no artigo 217-A do Código Penal “por prática de ato libidinoso com menor de 14 anos”, cuja reclusão, em caso de condenação, é de 8 anos a 15 anos. “O (delegado) Eduardo seguiu estritamente a lei, que aponta que, no caso de assédio a menores, deve ser enquadrado como estupro”, destacou a delegada Graciela.
Os envolvidos são vizinhos de bairro e o acusado, junto com a mulher, frequentava constantemente a casa da família da menina. Na noite de quinta-feira, o frentista e a companheira estiveram no local. A visita foi rápida e o casal logo deixou a moradia da família da criança. Minutos depois, desesperado, o frentista voltou ao local. Ele alegou que havia esquecido o celular. O “amigo” estava apressado, o que chamou a atenção do pai da criança. “Comecei a pensar que tinha algo errado”, disse o pai ao delegado Bonfim.
Suspeitas confirmadas
Na primeira oportunidade que teve, o pai da menina pegou o celular da filha. O aparelho ficou em sua posse. Menos de uma hora depois mensagens libidinosas passaram a figurar no aparelho da estudante. A pessoa se identificou como Nicole, mas o pai desconfiou. Ele, ao lado da mulher, colocou a filha “contra a parede”, exigindo que ela falasse quem era a pessoa que estava lhe enviando as mensagens. Após muita insistência, a menina confessou que as mensagens eram do, até então, “tio” frentista.
Em busca de detalhes do que estaria ocorrendo, os pais prosseguiram com as perguntas. A menina, chorando, relatou que vinha trocando mensagens com frequência com o amigo do pai e que em três oportunidades teria sido beijada em forma de “selinho”. Ainda de acordo com a estudante, o último “selinho” foi dado na semana passada.
Diante da confissão da filha, o casal procurou o Plantão Policial no início da madrugada de ontem para denunciar o caso. O delegado Bonfim ouviu da garota a mesma história relatada por ela aos pais e registrou o caso como estupro. A ocorrência está na DDM. A delegada Graciela Ambrosio deve ouvir a criança e os pais no início da semana, assim como pedir perícia no celular da estudante. O acusado será intimado na sequência e, se não atender, poderá ter a prisão solicitada à Justiça.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.