‘Situação não é de caos’, diz prefeito


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Nesta sexta-feira, mais 56 bairros de todas as regiões de Franca estarão sem água. Hoje é o quarto dia que a cidade enfrenta o racionamento. Ontem, quase metade dos francanos foram atingidos pelo rodízio no abastecimento. A previsão é que o racionamento continue até a próxima terça-feira, quando há previsão de chuva.
 
Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), apesar dos esforços, os reservatórios ainda não estão funcionando em nível normal. Atualmente, a empresa trabalha com 27 caminhões-pipa buscando água em represas ou açudes particulares de Franca e região, entre eles, a represa do Clube Castelinho e do Parque dos Trabalhadores. 
 
Apesar da gravidade do cenário, para o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), a situação ainda não é de calamidade e, por isso, ele descartou colocar em prática a lei de autoria do ex-vereador Joaquim Ribeiro (PSB) que prevê a cobrança de multa de quem desperdiçar água. “A lei é para uma situação de desabastecimento. Nós ainda não estamos neste ponto (...) Hoje ainda não estamos numa situação de caos”, disse.
 
Multas
Ao contrário de Franca, a Prefeitura de Cristais Paulista começou ontem a fiscalizar o uso da água. Uma lei aprovada na terça-feira, nos mesmos moldes da existente em Franca, prevê que a pessoa que for flagrada desperdiçando água seja notificada e, se insistir na prática, seja multada no valor de R$ 100.
 
Segundo o chefe de gabinete da Prefeitura, Marcos José da Silva, ontem, a Prefeitura recebeu dezenas de vídeos e fotos com denúncias que serão apuradas. 
 
O município também sofre com a falta de água. Por conta do racionamento, os moradores têm água apenas cinco horas por dia. 
 

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