‘É sempre possível vencer a luta, mas temos que estar sempre firmes’


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Dalva dos Santos, casada e mãe de dois filhos, foi diagnosticada com câncer de mama em 2006
Dalva dos Santos, casada e mãe de dois filhos, foi diagnosticada com câncer de mama em 2006
Dalva Maria dos Santos, casada e mãe de dois filhos, estava em sua casa numa noite de novembro de 2006. À época, ela tinha 38 anos. Quando foi se deitar, sentiu um caroço em sua mama. Depois de se autoexaminar, percebeu que era um nódulo. Resolveu, então, procurar um médico imediatamente, já que desconfiava de um possível câncer.
 
“Como estava sempre ligada, eu logo imaginei que poderia ser um câncer. Ouvia muito falar sobre isso. Assim que fui ao médico, ele já pediu os exames. Quando o resultado saiu, disse que eu estava com um câncer muito agressivo”, contou Dalva.
 
A primeira reação foi o desespero. “A primeira coisa que passou pela minha cabeça, era que eu fosse morrer. Eu me desesperei, foi horrível. Mas pedi muito a Deus que me desse forças. Acho que toda pessoa que descobre sofre muito no começo. Mas depois eu tive muita ajuda da minha família e amigos, isso foi o que me confortou”, revela.
 
Após receber o diagnóstico, começou o tratamento. No decorrer do tempo, passou por todos os procedimentos, perdeu todo o cabelo e viveu momentos desgastantes com a doença. Mas ela não se deixou abalar, tinha fé na recuperação e acreditava na cura.
 
Depois de um ano de tratamento, finalmente aconteceu o que ela mais esperava. Dalva, que estava com 39 anos, havia se curado do agressivo câncer de mama. Hoje, aos 46 anos, e há sete anos curada, pode olhar para trás e saber que enfrentou um mal que é temido por muitas mulheres, mas com garra e persistência conseguiu vencer a luta.
 
“Depois que comecei o tratamento, percebi que aquilo não era o fim do mundo. Temos que lutar e acreditar em Deus, porque ele dá muita força nesse momento. Eu repensei sobre minha vida, percebi que não é só acumular, não somos donos da vida. A doença me fez dar mais valor à vida, amar mais o próximo, valorizar as pessoas que estão à minha volta, fazer mais o bem. Eu poderia não estar mais aqui, mas lutei e tive fé. É sempre possível vencer a luta, mas temos que estar sempre firmes.”
 
Outubro Rosa
Essa história de fé e superação de Dalva é uma entre tantas outras de mulheres acometidas pelo câncer de mama. Para chamar a atenção para a doença, acontece o Outubro Rosa. Durante todo o mês, o movimento realiza palestras, eventos e distribui materiais informativos para alertar a população - principalmente as mulheres - sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, além de informar sobre os riscos que ela traz e a ameaça à vida. A campanha é uma iniciativa internacional conhecida pelo laço cor de rosa, que simboliza a luta contra a doença que mais mata as mulheres no Brasil.
 
Franca
No Hospital do Câncer de Franca, atualmente, são atendidas 495 pacientes no tratamento contra o câncer de mama - doença que aflige principalmente mulheres a partir dos 40 anos. De janeiro a setembro de 2014, iniciaram o tratamento 148 mulheres. No mesmo período do ano passado, o foram 117, aumentando em 26,5% o número de novos casos.
 
A mamografia é um dos procedimentos para a identificação do câncer precoce. “A mamografia deve ser solicitada nas unidades básicas de saúde para mulheres acima de 50 anos ou aquelas com alteração no exame clínico, e será feita nos serviços de radiologia que prestam serviços ao SUS”, disse Gustavo Teixeira, médico do Hospital do Câncer.
 
As recomendações são para que mulheres de 40 a 49 anos realizem o exame clínico das mamas anualmente. As mulheres de 50 a 69 anos devem realizar o exame clínico das mamas anualmente e a mamografia a cada dois anos. Já mulheres que têm o risco mais elevado, com parentes de primeiro grau que teve câncer de mama antes dos 50 anos, devem conversar com seu médico para avaliação e decidir a conduta a ser adotada. Também estão no grupo de maior risco, mulheres que tiveram a primeira menstruação precoce, a menopausa tardia (depois dos 50 anos) e as que não tiveram filhos.
 
 

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