Nesta quarta-feira o Corpo de Bombeiros foi acionado para conter chamas que queimavam um bambuzal às margens da rodovia Cândido Portinari. Os soldados também estiveram ontem, pelo quinto dia seguido, na região do bairro rural do Paiolzinho para conter as chamas que estão consumindo uma mata local desde o último sábado.
A ocorrência na rodovia Cândido Portinari teve início por volta das 10h30, quando uma viatura da Polícia Militar Rodoviária passou pelo quilômetro 371 da via e avistou as chamas. Trabalhadores da região disseram que o incêndio começou na noite de terça-feira. O local fica próximo da divisa entre os municípios de Restinga e Batatais, às margens do rio Sapucaí-Mirim.
A queimada derrubou parte do bambuzal na pista, o que interditou os dois sentidos da Cândido Portinari por cerca de 20 minutos. O impedimento na via ocasionou um acúmulo de carros na praça de pedágio da Autovias em Restinga e provocou lentidão no atendimento.
O fogo, que tem origem desconhecida, foi controlado por volta das 17 horas com a ajuda do Corpo de Bombeiros, caminhões-pipa de usinas da região e da concessionária que administra a rodovia.
No caso do bairro rural do Paiolzinho, o fogo já consumiu 100 alqueires de mata. A reportagem do Comércio esteve no local do incêndio no início da tarde de ontem, antes da chegada dos bombeiros, e encontrou sitiantes tentando conter as chamas.
Vizinhos ajudavam um ao outro, utilizando equipamentos agrícolas para esguichar água sobre o fogo - um trator carregado com um galão de água auxiliava os trabalhos. “O fogo chegou perto da minha plantação, mas eu consegui conter e as chamas ficaram só na mata”, disse o sitiante João Miguel Siqueira, 57, que mora há 14 anos no Paiolzinho.
Queimadas crescem
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou nove focos de incêndio em Franca nos primeiros 15 dias de outubro de 2014. Em 2013, o Instituto não registrou nenhum foco na cidade neste período. Os satélites do Inpe só detectam queimadas de, no mínimo, 30 metros de extensão por um metro de largura.
Segundo os sitiantes do Paiolzinho, o incêndio na região foi iniciado por um fogo colocado em uma caçamba com lixo. Esse tipo de ação é uma das principais causas de queimada em épocas de tempo seco.
“As pessoas tentam colocar fogo em lixo ou entulho e acham que conseguem controlar. Mas nesta época de seca, as chamas se alastram muito facilmente, o que provoca queimadas como as do Paiolzinho. É importante não fazer esse tipo de limpeza, ainda mais no cenário em que vivemos”, disse a tenente Sandra Andrade do Corpo de Bombeiros, que ressaltou ainda que é importante a população descartar o lixo de forma correta.
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