O empresário acusado de atirar e ferir um estudante de 25 anos, na tarde do último sábado, no Parque Vicente Leporace, Zona Norte, se apresentou ontem na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. O homem, de 34 anos, confirmou ter sido o autor do disparo. Segundo ele, o tiro teria sido acidental e ocorreu durante uma briga que teve com o rapaz.
O Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa da DIG, responsável pelo inquérito, ouviu, inicialmente, o baleado. Ele prestou depoimento ainda no período da manhã. O estudante disse que pegou emprestados arreio e sela do empresário. O material teria sido furtado. Ele conseguiu novos apetrechos, mas o empresário alegou que seriam furtados e a desavença entre os dois teve início. No sábado, em um bar, os dois se encontraram e após nova discussão, o empresário o feriu com um tiro. O projétil atingiu seu ombro direito. O rapaz foi internado para retirada do projetil e liberado na terça-feira.
Horas depois, para a surpresa do delegado Márcio Garcia Murari, o acusado se apresentou na DIG. Ele disse em interrogatório que não existe a história do arreio e sela. Na versão dele, um cavalo de sua propriedade atacou o cavalo do estudante e este queria receber pelo tratamento do animal ferido. Como ele (empresário) se recusou a pagar, o rapaz teria passado a ameaçá-lo de morte e o mesmo comprou uma arma para se defender. No sábado, os dois se encontraram no bar, houve briga e o revólver disparou acidentalmente. O empresário disse que fugiu para Sacramento (MG) e que dispensou a arma no rio Grande, quando passava pela ponte em Rifaina. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio e ira responder ao inquérito em liberdade.
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