Terceirizados do Detran ficam sem salários e param atividades


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Mulher deixa a sede da Ciretran de Franca: dos 19 funcionários terceirizados com salários atrasados, cinco não estão trabalhando
Mulher deixa a sede da Ciretran de Franca: dos 19 funcionários terceirizados com salários atrasados, cinco não estão trabalhando
Funcionários terceirizados do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Franca estão desde o último dia 7 com os salários atrasados e sem previsão de quando receberão o pagamento. Os atendentes, em um total de 19, são funcionários da empresa Petros Serviços Terceirizados Ltda e não possuem vínculo com o Governo do Estado de São Paulo. 
 
Ontem, parte do grupo paralisou os atendimentos de maneira simbólica reivindicando ao menos uma sinalização da empresa, que não tem atendido aos telefonemas feitos para sua sede, em São Paulo. O contrato entre o Detran e a Petros, escolhida por meio de licitação pública, foi assinado em fevereiro deste ano no valor de R$ 531 mil e tem validade de 15 meses.
 
“Começamos a trabalhar em março e depois de um tempo a empresa começou a atrasar os salários de dois a três dias. Dessa vez, o pagamento não foi feito e nós não conseguimos contato com ninguém da empresa”, disse a funcionária Eliana Alves de Oliveira, que deixou o trabalho em busca de um novo emprego. “Não posso ficar trabalhando sem receber”.
 
Segundo a assessoria do Detran, os funcionários terceirizados foram contratados para trabalhar no serviço de triagem de documentos e orientação ao cidadão. “Já notificamos e punimos, por meio de multa, a empresa. Na semana passada, o Detran-SP fez nova notificação e agora aguarda o prazo previsto em lei para que ela apresente seu recurso”, diz nota emitida pelo órgão à imprensa. 
 
De acordo com Eliana, dos 19 funcionários contratados pela Petros cinco teriam deixado suas funções no Detran, enquanto os demais continuam no trabalho à espera de uma solução. Ainda segundo nota da assessoria de imprensa, o Detran diz estar em dia com o pagamento à empresa e alega que o problema ocorre no repasse da empresa aos funcionários.
 
No mesmo documento, o órgão informa que para não prejudicar o atendimento, substituiu os funcionários terceirizados por servidores do Detran que atuam na própria unidade. Além de Franca, a reportagem apurou que o problema também ocorre de maneira semelhantes nos Detrans de Jundiaí, Guarujá, Mogi das Cruzes, Sertãozinho, Araras, Santos e Santo André, todas atendidas pela mesma empresa terceirizada.
 

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