Sábado passado participei de palestra e lançamento do livro Corrupção, do promotor de justiça Roberto Livianu. O auditório da Associação do Ministério Público de Franca recebeu quantidade expressiva de alunos do curso de Direito da Unifran que foram ouvir, aprender e refletir sobre esse tema tão antigo e tão atual da história da humanidade. Saímos de lá com vontade de dizer não a qualquer forma de corrupção.
Corrupção existe no mundo todo. Em alguns países o controle é rígido. Nosso país ainda está despertando consciência para a nocividade dessa prática nefasta.
É tarefa árdua porque atinge diretamente os interesses de classes dominantes, de poderes instituídos e profundamente enraizados nas instituições públicas e privadas.
Fato é que gostamos de levar vantagem em tudo, gostamos da ‘Lei de Gerson’ e não sentimos vergonha disso! Afinal, o que ganhamos quando somos honestos e incorruptos? É justamente a cultura da ‘vantagem ilícita’, ‘vantagem indevida’, ‘vantagem imoral’ que precisa ser mudada e, a mudança começa a partir de nós.
O segundo turno da eleição está aí! Será que os candidatos têm propósitos de combate à corrupção?
Doi saber que a estrutura existente favorece corrupção e manutenção do status quo! Mesmo assim é imprescindível votar e, depois, cobrar fortemente do eleito as mudanças necessárias.
Uma reforma política é imprescindível! A aplicação de leis, inclusive a da anticorrupção, deve imperar para não se tornar letra morta!
Há que se desestimular o ‘jeitinho brasileiro’ e as ‘carteiradas’. A frase famosa — ‘sabe com quem está falando?’ — típica de autoritarismo tem que ser desestimulada. É o autoritarismo uma das gêneses da corrupção!
Um viva à democracia, outro ao voto livre e consciente e todo o foco no eleitor que pode ser protagonista das mudanças necessárias!
Diminuir corrupção tem jeito?! Resposta adequada a essa frase exclamativa(!) ou interrogativa(?) só depende de nós!
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário
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