É preciso tomar uma decisão


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Passadas as eleições, nas quais teve uma atuação de amador — influenciou várias candidaturas, trabalhou nos bastidores e acabou prejudicando qualquer possível vitória de candidatos francanos —, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) volta a deixar clara toda a sua inabilidade política e administrativa. Durante a campanha, o chefe do Executivo francano teve algum ‘refresco’, quando as propostas de candidatos e suas promessas entraram em primeiro plano do noticiário. Porém, na semana passada, recebeu uma péssima notícia e, como o esperado dentro do padrão como se comporta, respondeu de forma diversa da que se almeja de um administrador público.
 
De acordo com reportagem publicada na edição de domingo do Comércio, o presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Sérgio Luiz Romero Gerbasi, é acusado de participar de inúmeras fraudes em processos licitatórios do município entre os anos de 2007 e 2010. A Copel é responsável por todas as compras da Prefeitura de Franca, De acordo com a matéria, estão em andamento quatro ações instauradas na Vara da Fazenda Pública em Franca. Todas, originadas em trabalho investigativo do MPE (Ministério Público do Estado), envolvem mais de R$ 2,3 milhões, quantia que teria sido gasta de forma irregular, com licitações combinadas e sobrepreço.
 
Trata-se de uma denúncia bastante séria que se junta a várias outras envolvendo a administração municipal da qual Alexandre Ferreira fez parte, durante a administração de Sidnei Rocha, e que hoje comanda. A um administrador sério a única saída seria o afastamento do servidor suspeito, neste caso Sérgio Luiz Romero Gerbasi. Ferreira repete a mesma atitude que tomou em junho do ano passado, quando só demitiu o secretário Wilson Teixeira por causa da pressão da Promotoria de Justiça. O assessor tinha sido condenado por improbidade administrativa e o prefeito resistia em dispensá-lo.
 
Alexandre Ferreira, ontem, em entrevista divulgada no programa Hora da Verdade da rádio Difusora, admitiu que o chefe da Copel, mesmo diante das sérias denúncias que pairam sobre a sua atuação, continua trabalhando normalmente e não será demitido. Pior: diz que não há as irregularidades que foram levantadas pelo Ministério Público, e tergiversa, passando a listar as “realizações” de sua administração. Enrola, não explica e nem se preocupa em se posicionar. É uma clara demonstração da maneira autocrática com que administra a cidade, abandonando qualquer traço de bom senso.Ele sequer abre espaço para averiguar as acusações feitas ao seu servidor, como se pairassem ambos acima da lei. 
 
A questão que envolve o servidor pode enredar o chefe do Executivo francano, caso este não tome providências e continue ignorando o que é grave. Ao não contrapor argumentos ao Ministério Público, Alexandre Ferreira volta a causar estranhamento junto à população,que não se acostuma a este tipo de resposta que consiste em fazer cara de paisagem e ignorar acusações sérias. Talvez seja um tipo de omissão que ele se acostumou a usar como defesa. Talvez outros motivos o movam. 
 
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