Carlos Antônio Rodrigues tem 44 anos e nasceu em Fortaleza, no Ceará. Ele é filho de pai circense e mãe “da cidade” e até os 20 anos não vivia no mundo mágico. “Até os 20 anos não conhecia meu pai. Certa vez o circo que ele trabalhava passou por Fortaleza e nós nos encontramos. Foi quando resolvi ir embora com ele. Acho que estava no meu sangue viver no circo.”
O pai de Carlos era o palhaço Maxixe, então ele se tornou o Maxixinho. “Já fui malabarista, mas gosto de ser palhaço. Gosto de fazer os outros rirem, acho que isso é o prazer da minha profissão. Sou um privilegiado porque me divirto trabalhando.”
Há três anos no Circo Fantástico, Carlos vive hoje com a mulher e uma filha de 20 anos. Para se transformar em Maxixinho, o próprio Carlos quem faz sua maquiagem. Ele é o responsável também por criar as roupas do personagem. “A partir do momento que faço a maquiagem e entro no picadeiro, me transformo. É outro mundo”.
No pequeno espaço atrás do picadeiro onde se transforma em Maxixinho, mantém uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, para quem acende uma vela e ora sempre antes de entrar no picadeiro. “Ela que me ajuda a fazer o que eu gosto.”
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