Dos seus 14 anos de vida, Aiesha Guerreiro viveu 11 no circo. Neta de Mário e Diva Cação, a contorcionista conta que não consegue imaginar o seu futuro longe do picadeiro. “Me apresento em alguns dos espetáculos desde os 6 anos. Acho que se meus pais não fossem do circo, eu ia querer viver com os meus avós.”
Para Aiesha ver a reação de surpresa e satisfação do público a cada posição de seu número de contorção é que faz valer a pena o mundo sob a lona. “A gente faz coisas que para os outros é impossível. E ver as pessoas falando ‘nossa!’ é incrível.”
Fora do picadeiro a adolescente Aiesha leva uma vida normal. A garota cursa o 9º ano do ensino fundamental e disse ter facilidade na escola. Mas tem que mudar de instituição a cada mudança da trupe. “O bom da gente do circo é que somos despachados e não temos vergonha de perguntar. Com esse método de apostilas hoje fica fácil porque a gente muda de escola, mas acaba estudando com o mesmo material.”
Aiesha pretende fazer faculdade de engenharia. “Quero fazer para poder ajudar nas coisas do circo, na montagem, , só não sei se vou conseguir ficar cinco anos da faculdade num lugar só.”
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