Principal reforço do Franca Basquete para a temporada 2014/2015, o argentino Marcos Mata já se sente adaptado ao novo clube e promete se empenhar em quadra para corresponder toda expectativa depositada em sua chegada. Como esteve com a seleção da Argentina na disputa do Mundial da Espanha, o ala chegou ao time somente para os playoffs do Paulista. Na semifinal contra Bauru, o time esteve perto da classificação, mas a virada no fim do jogo culminou na eliminação de Franca no estadual.
Com 27 anos e 2,01 metros de altura, Marcos Mata tem um currículo expressivo na modalidade. O atleta foi tricampeão argentino pelo Peñarol em 2010, 2011 e 2012. Também pelo Peñarol, o ala conquistou títulos da Liga das Américas, em 2010, e do Torneio Interligas, em 2010 e 2012. Na temporada passada, Mata se transferiu para a Espanha, onde defendeu o Casajol Sevilla. Pela seleção da Argentina, o jogador acumula dois ouros no Sul-Americano (2008 e 2012), além de participação no Mundial de Basquete da Turquia, em 2010, e Olimpíada de Londres, em 2012.
Prestes há completar um mês em Franca, Marcos Mata atendeu a reportagem do Comércio da Franca para falar deste início no clube e sua expectativa para o NBB 7. Na conversa, o argentino falou do carinho do torcedor em sua estreia pelo clube, elogiou a recepção do elenco e da frustração com a derrota para Bauru.
O jogador segue a preparação com o time para a largada do Novo Basquete Brasil. A estreia de Franca será em 4 de novembro, contra o Basquete Cearense.
Como você recebeu o carinho do torcedor em sua estreia?
Sabia que as pessoas estavam esperando minha chegada. Quero agradecer pela forma que fui recebido no clube e a forma como estou sendo tratado aqui. Fiquei feliz pela recepção do torcedor e procurei na minha estreia fazer o melhor. Cheguei um dia antes da partida contra o Pinheiros e fui para o jogo. Torcedor pode esperar empenho e farei de tudo para buscar o melhor para o time.
Em sua opinião, o que faltou para vencer Bauru no Paulista?
Fizemos um bom jogo lá, mas a quarta partida em casa não saiu como desejávamos. Eles (Bauru) abriram uma grande diferença e não conseguimos reagir. No último jogo, acho que o time se comportou muito bem e poderia sair com a vitória. Fomos surpreendidos no fim. Há três minutos para o término da partida, conseguimos desencadear uma reação com muita intensidade, mas não deu.
Qual foi sua sensação ao ver o Póli lotado no quarto jogo contra Bauru?
O jogador gosta de contar com o apoio do torcedor, pois motiva e te dá um ‘plus’ em quadra. Temos que agradecer as pessoas daqui por esse carinho. Infelizmente não ocorreu da maneira que esperávamos e acabamos derrotados. Mas, para o NBB esperamos contar com esse apoio durante toda temporada, pois será muito importante para o desempenho do time.
O time amarga um jejum de sete anos sem conquistar um título expressivo. É um objetivo seu acabar com esta escrita?
Obviamente que sim. O time chegou perto da final (Paulista). Mas não é tão simples assim, existem outras equipes que buscam o mesmo objetivo. Vamos trabalhar ao máximo para conseguir o título, mas se não der, temos que brigar para ficar nas primeiras colocações para disputarmos torneios internacionais (Liga das Américas, Sul-Americana). Franca é um time com tradição e conhecido nessas competições.
Diante de sua experiência, o que pode falar sobre o grupo de atletas de Franca?
Estou contente aqui. A equipe fez eu me sentir bem. O Juan (Figueroa) me ajuda muito. Já visitei sítios e conheci o centro da cidade. Sobre o grupo, temos um bom time e eles mostraram sua capacidade na disputa do playoff (Paulista). Poderíamos ter ganho, mas não aconteceu. Vamos melhorar, corrigir aquilo que o Lula viu que erramos para alcançarmos a química ideal nos treinamentos e jogos.
O técnico Lula Ferreira aposta muito em seu jogo. Como tem sido essa relação (técnico-jogador)?
Tenho que agradecer a confiança dele. Além de uma grande pessoa é um grande treinador. Ele busca seguir sempre a filosofia do jogo coletivo, de muita marcação e rotação de jogadores. Lula tem me ajudado a me deixar à vontade com o grupo. O Juan já tinha me avisado sobre essa forma de trabalho e sua capacidade. Não tem o que falar, é um treinador de seleção e isso já diz tudo.
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