Fórmula da felicidade


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O programa ‘Matéria de Capa’, da TV Cultura, exibiu dia 17 de agosto último, interessante matéria em que um médico holandês, após ter ouvido inúmeras pessoas num exaustivo estudo, conseguiu elaborar uma lista de situações tendentes a produzir a tão almejada felicidade. Como resultado do seu trabalho, elaborou um método de proceder a que denominou ‘Fórmula da Felicidade’. 
 
Segundo o modelo proposto, cumpridas as prescrições formais, teremos, necessariamente, encontrado a felicidade. 
 
Dentre outras condições a que emprestamos o nome de princípios, propõe uma que nos chamou mais a atenção, porque está de pleno acordo com o que nos ensina a Doutrina Espírita: dinheiro não é e jamais será fator de felicidade. 
 
Aprendemos com o Espiritismo que, na vida, o dinheiro é meio, não é fim. Pode comprar a comodidade material, mas não o conforto moral, porquanto não compra a felicidade duradoura. 
 
A felicidade efetiva, sendo um estado de espírito, está no ‘ser’, não no ‘ter’. É construção íntima e permanente que fazemos portas a dentro da nossa alma. 
 
A maior felicidade é aquela proporcionada pela paz da consciência. É a consciência do cumprimento do dever moral, e o caminho que devemos percorrer para construir a própria felicidade é único. É o que nos leva ao encontro do nosso próximo. 
 
É então que nos salta à lembrança o espírito do poeta Lulu Parola que, pela psicografia de Chico Xavier, e a partir do princípio segundo o qual ninguém pode dar o que não tem, nem pode receber o que não dá, ofereceu-nos esta equação moral que vale por um poema de amor — Gravada em velha apostila: / Quem quiser felicidade, / Que trate de distribuí-la!
 
Felicitar-se é cumprir a divina lei do amor, disse Jesus. Eis a fórmula efetiva, a convencer-nos de que, se todos colhemos o que plantamos, fazer-nos felizes é consequência da felicidade que distribuímos. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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