‘Tapetão’ pode garantir vaga de Ubiali em Brasília


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‘A chance existe, mas estou com os pés no chão’, disse Ubiali, sobre eventual vaga na Câmara
‘A chance existe, mas estou com os pés no chão’, disse Ubiali, sobre eventual vaga na Câmara
No mundo do futebol, quando um time perde em campo e consegue reverter o resultado na Justiça a manobra é conhecida por “tapetão”. A prática promete se expandir dos campos e chegar às urnas. Pendências judiciais provocadas pelos recursos ao Tribunal Superior Eleitoral, relacionados a candidaturas impugnadas, podem alterar o resultado das eleições do último domingo e mudar a composição da Assembleia Legislativa e da Câmara Federal. E um dos beneficiados pelo “tapetão eleitoral” pode ser o deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB). 
 
Candidato à reeleição, ele obteve 77.962 votos e foi o quinto mais votado do partido. Como o PSB garantiu apenas quatro cadeiras na Câmara Federal, Ubiali ficou com a primeira suplência. Em 2010, o deputado passou pela mesma situação e acabou assumindo uma vaga posteriormente.
 
Ubiali acredita que a história poderá se repetir quatro anos depois. Segundo cálculos do PSB, faltaram em torno de 8 mil votos para que o partido conseguisse cinco lugares na Câmara Federal. A vaga extra poderá ser conquistada nos tribunais após encerrado o jogo, aliás, as eleições.
 
Seis candidatos a deputado federal pelo PSB tiveram o pedido de registro indeferido e ainda aguardam julgamento do recurso por instância superior. Como a situação não foi resolvida antes do dia 5 de outubro, os nomes deles foram mantidos nas urnas, mas os votos que receberam, em princípio, não foram computados.
 
Fazem parte da relação Dr. Jorge Abissamra, que recebeu 38 mil votos, e Pedro Mori, votado por 9.152 eleitores. Na avaliação do PSB, se pelo menos um deles conseguir reverter a situação, a bancada será de cinco cadeiras e Ubiali ficará com a vaga. “A possibilidade, realmente, existe. O partido está acompanhando os processos. Vamos aguardar com tranquilidade e ver o que vai acontecer”, disse Ubiali.
 
O problema, para ele, é que os dois candidatos foram considerados “fichas sujas” e não é simples reverter a situação. Pedro Mori teve rejeitadas as contas referentes ao exercício de 2007 quando era presidente da Câmara de Santana de Parnaíba. Ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Jorge Abissamra teve os direitos políticos cassados acusado de improbidade administrativa. 
 
Ubiali acredita que independente do resultado dos julgamentos dos dois candidatos, poderá herdar uma vaga. “Encontrei deputados na Câmara, em Brasília, e todos disseram que eu devo assumir. A chance existe, mas estou com os pés no chão e não me iludo, tanto é que já estou marcando consultas no meu consultório para seguir com a carreira de médico.”
 
A esperança de Ubiali é que o presidente estadual do PSB, Márcio França, vice-governador eleito, possa chamar um dos eleitos pelo partido para o governo e abrir vaga para ele em Brasília. 

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