O Ministério Público, em parceria com os asilos e a Prefeitura de Franca, criou o cadastro único de idosos. A ideia é agilizar e melhorar o atendimento às pessoas com mais de 60 anos que precisam ser internadas em asilos para receber os cuidados adequados. Até o começo deste ano, a fila de espera por vagas em uma das cinco entidades de longa permanência (Lar “Eurípedes Barsanulfo”, Casa São Camilo de Lellis, Instituição Espírita Nosso Lar “Dona Leonor”, Fundação Espírita Judas Iscariotes “Lar de Ofélia” e o Lar São Vicente de Paulo) não tinha qualquer controle. Era impossível saber qual a real demanda e a situação de saúde dos idosos. Em média, 20 pedidos de vagas são feitos por semana.
A ideia do cadastro surgiu a partir de um inquérito aberto pelo promotor de Justiça Murilo Lemos Jorge, que cuida dos direitos dos idosos, em novembro de 2012. “À época, foi publicada uma matéria narrando a dificuldade para se conseguir vagas em asilos e decidimos investigar. Conversando com as instituições e com a Prefeitura, vimos a necessidade deste controle”, disse ele.
Em março deste ano, os pedidos de internação começaram a ser centralizados e discutidos em reuniões semanais que contam com representantes das entidades, da Prefeitura e do Ministério Público. “Uma vez por semana, as instituições encaminham uma lista com as solicitações de vagas que receberam. Eu envio os dados para a Prefeitura. Depois discutimos caso a caso qual o melhor caminho a ser tomado”, disse Ligia Andrian Leal, assistente social responsável por reunir as informações.
Nas discussões, são definidos quais os casos de maior urgência, quais podem aguardar e quais deverão ser encaminhados para outros serviços que não a internação. “É uma integração. Uma decisão conjunta que define qual o melhor tratamento para cada caso”, explicou.
A assistente social disse que não é possível levantar um número exato de solicitações, mas que, em média, são 20 por reunião (cerca de quatro por instituição semanalmente). “Mas esse número varia muito”, disse.
Com a criação do cadastro, o número de idosos na fila de espera por internação, que chegou a quase 100 no final de 2012, hoje está em 40. “Destes, 20 já estão sendo encaminhados”, disse Ligia. O restante será analisado e poderá ser encaminhado a outros municípios, caso não haja vagas em Franca. Atualmente, as cinco instituições cuidam de mais de 300 idosos que não podem ser tratados em casa ou não tem familiares em condições de recebê-los.
Para o promotor Murilo Jorge, o cadastro traz um grande avanço. “Além de proporcionar um acompanhamento mais próximo, ainda poupa o trabalho dos familiares que não precisam mais ir a todas as instituições. Basta que procure uma e faça a inscrição.”
Para o futuro, a ideia é que o cadastro passe a ser informatizado, o que agilizaria ainda mais a internação.
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