Justiça condena mulher por matar pai com facada


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José Roberto Miguel, 60, foi morto com apenas um golpe
José Roberto Miguel, 60, foi morto com apenas um golpe
A diarista que matou o pai com uma facada em setembro do ano passado no Jardim Centenário foi condenada a seis anos de reclusão em regime semiaberto. O julgamento de Gislaine Cristina Miguel, 35, ocorreu ontem. Presa desde a data do crime, a diarista deve passar, no máximo, mais um ano recolhida antes de ganhar a liberdade. 
 
Denunciada por matar o pai por motivo torpe, Gislaine teve a qualificadora que poderia lhe render uma pena mínima de 12 anos derrubada. Uma testemunha de defesa afirmou que a vítima, o trabalhador rural aposentado por invalidez José Roberto Miguel, então com 60 anos, foi ferido com a faca quando agredia a filha com um cabo de vassoura. Outras testemunhas afirmaram ainda que os dois nunca combinaram.
 
O advogado de defesa da diarista Régis Jorge conseguiu derrubar o motivo torpe e a denúncia passou para homicídio simples. O promotor de acusação Odilon Nery não contestou. O júri popular se reuniu e também aceitou a tese de homicídio simples. Gislaine foi condenada a pena mínima de seis anos. Como está presa desde o dia 25 de setembro, data do crime, ela deve permanecer por, no máximo, mais um ano recolhida.
 
A ocorrência
O crime ocorreu em uma residente da rua João Lamarca Matos, no Jardim Centenário. A diarista foi presa em flagrante no final da noite do dia 25 de setembro por matar com uma facada o pai José Roberto Miguel, 60, com quem residia no local. A filha da autora de 9 anos presenciou o crime. Revoltados, parentes e vizinhos tentaram invadir a casa onde ela estava escondida. 
 
Policiais militares impediram, gerando um conflito nas imediações. Bombas de efeito moral foram utilizadas para restabelecer a ordem e retirar a mulher do local. Gislaine feriu o pai com um único golpe, de cima para baixo, na altura do tórax, lado esquerdo.
 

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