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A análise de como se deu o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, segundo especialistas, projeta risco à reeleição de Dilma Rousseff, e, por via de consequência, o projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, estimado por cientistas políticos para cinquenta anos. 
 
O risco da não reeleição não se centra somente na diferença relativamente pequena de votos entre Dilma e Aécio Neves, mas, principalmente, porque é de domínio público que segundo turno é sempre uma nova eleição, de configuração de forças políticas diferentes, o que gera previsões imponderáveis para as urnas.
 
Ademais, não há como negar que a candidatura de Aécio Neves, que no início do mês de setembro parecia morta e sepultada, cresceu intensamente na reta final do primeiro turno e, neste momento, continua em tendência de alta. 
 
Assim, independentemente do apoio explícito de Marina Silva e do PSB ao candidato tucano, é inegável que a tendência do eleitor de Marina no primeiro turno - mudança! -, poderá gerar uma substancial migração de votos para o opositor de Dilma Rousseff.
 
Muda, também, o tempo de exposição de ambos na propaganda eleitoral gratuita, agora rigorosamente igual. Debates serão realizados apenas entre eles, sem a interferência de outras candidaturas que desfocam as grandes discussões. Certamente o eleitor, agora, vai avaliar melhor os programas e as ideias de Dilma e Aécio. 
 
Analistas políticos consideraram o desempenho de Aécio, no último debate antes das eleições de domingo último, melhor que nas ocasiões anteriores. Dilma, agora, deverá focar mais o seu discurso nos projetos sociais dos governos do PT. 
 
Aécio, deverá ‘bater’ com intensidade no escândalo da Petrobrás e na volta da inflação, o ‘bicho papão’ mais temido pela população, especialmente pela classe média. A expectativa de lado a lado é grande. Portanto, alea jacta est - a sorte está lançada. Façam suas apostas.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
 

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