Após derrota nas urnas, vereadores enfrentam a ‘sessão da ressaca’


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Márcio do Flórida (PT) discursa observado por Radaeli (PMDB): ambos candidatos a deputado estadual
Márcio do Flórida (PT) discursa observado por Radaeli (PMDB): ambos candidatos a deputado estadual
A Câmara estava ficando pequena demais. Dispostos a alçar voos maiores, seis vereadores se candidataram a deputado estadual. Pretendiam brilhar na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados, mas as urnas não foram generosas com eles. Juntos, somaram pouco mais de 40 mil votos em Franca. Ninguém se elegeu. Ontem, tiveram de encarar a dura realidade e voltar ao Poder Legislativo local como “simples” parlamentares municipais. Foi a legítima “sessão da ressaca” pós-derrota.
 
Menos votado da turma, Laercinho (PP) deixou de lado a estratégia do silêncio, adotada durante a campanha, discursou na tribuna e deu entrevistas. “Vou ter que abrir mais espaço para trabalhar, porque a Câmara continua pequena, sim. Fiz muitas coisas de grande validade que estão aí para a população usar. Não deixarei de reivindicar no governo do Estado.”
 
Adérmis Marini (PSDB) avaliou que o recado dado pelos eleitores nas urnas não foi um revés. “Derrota, não. Participamos de um processo democrático importante e tivemos uma votação boa. Agora, é continuar o nosso trabalho. Não muda nada. Os desafios são grandes e temos muito por fazer.”
 
Único dos candidatos a ter se afastado, Luiz Vergara (PSB) disse ter adquirido aprendizado. “A campanha só me engrandeceu, ouvindo as pessoas nas ruas, indicando problemas e apontado soluções. A minha votação foi baixa, não há menor dúvida, mas não há frustração. A gente sempre espera mais, mas a população demonstrou sua insatisfação.”
 
Daniel Radaeli (PMDB) disse que o resultado não foi o mais importante. “Quando você sai candidato, é por questão ideológica. Fiz tudo certo e tenho a certeza do dever cumprido. Aceito o resultado com muita tranquilidade, tenho a minha profissão e não mudou nada. A única coisa que vou fazer a partir de agora é cobrar os deputados eleitos que foram votados em Franca.”
 
Márcio do Flórida (PT) concordou que o resultado não foi o que esperava, mas destacou a votação recebida. “Fui eleito vereador com 2.313 votos e, agora, tive quase dez mil. Foram dez mil pessoas que acreditaram nas nossas propostas. Mesmo perdendo, continuarei defendendo as propostas. Os deputados que ganharam têm o compromisso e obrigação de dar retorno à população.”
 
Pastor Otávio (PTB) não questionou o recado dado pelos eleitores. “Entendo, enquanto pastor e servo de Deus, como vontade de Deus. Sempre disse em todos os lugares que eu gostaria de ser eleito se fosse a vontade de Deus. Neste momento, não foi. Realizei o primeiro sonho sendo candidato. O segundo, ser deputado, temos que adiar.”
 

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