Cartilha da DIG e SindiFranca planeja coibir furtos de couro


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Depósito na rodovia Tancredo Neves foi assaltado em janeiro deste ano. Crimes provocaram solicitação do Sindifranca e formação de equipe especial da polícia
Depósito na rodovia Tancredo Neves foi assaltado em janeiro deste ano. Crimes provocaram solicitação do Sindifranca e formação de equipe especial da polícia
A fim de coibir furtos de couro, modalidade criminosa que se intensificou neste ano em Franca, o Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) e a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) se uniram e criaram um código de conduta para as empresas do setor. O objetivo é dificultar a ação dos criminosos. No documento que circula desde o último dia 9, há orientações sobre como criar uma marca disfarçada em seus produtos para que este possa ser identificado; explicação da necessidade de se exigir nota fiscal no ato da compra do couro; instruções para que se desconfie de preços muito abaixo do mercado e importância de avisar a polícia e/ou o Sindifranca caso suspeitem da origem de couros oferecidos. Só neste ano, seis casos envolvendo o produto foram registrados na cidade.
 
Mesmo sem apresentarem dados estatísticos, a delegacia e o sindicato concordam que o número extrapolou o que geralmente se registra. Ainda em comum acordo, ambos definem a alta do couro como provável incentivo ao comércio ilegal do material. “Do ano passado para cá, quase 100% do couro produzido no Brasil tem ido para fora e isso encarece o produto”, afirmou José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca. “Um couro que no ano passado poderia ser comprado a R$ 38, hoje chega a R$ 60. Os bandidos têm roubado a mercadoria e vendido a preços que chegam a R$ 35”, completou.
 
Ciente da situação, a DIG destacou uma equipe especial para monitorar esse tipo de crime. “Nossas investigações já resultaram em seis inquéritos. Um intermediário, que é quem recebe o couro roubado e se encarrega de vendê-lo, chegou a ser preso em flagrante”, revelou o delegado Márcio Murari. “Esse couro roubado é revendido na própria cidade”, de acordo com Murari. Segundo ele, os criminosos efetuam o roubo e repassam o produto a intermediários, normalmente pessoas que já atuam no ramo da venda de couro. Eles então fracionam o produto para não levantar suspeitas e vendem a preços abaixo do mercado. “Muitos deles têm até a capacidade de ‘esquentar’ uma nota fiscal, mas não acreditamos que os receptores possam comprar esse produto de boa fé, devido a discrepância em relação ao valor de mercado das peças”, alertou. 
 
No último dia 30, Jair Antônio de Oliveira, proprietário de uma indústria de calçados, teve 1,5 mil metro de couro roubado. Indignado com o prejuízo de quase R$ 80 mil, fez um apelo às autoridades. “Em 18 anos, essa é a primeira vez que me roubam couro. Todo dia chegam peças e agora a gente se sente inseguro. Coloquei mais sensores de segurança e reforcei meus portões, mas peço para que a polícia se esforce para pegar esses bandidos”, finalizou.

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