A hora de mudar...


| Tempo de leitura: 1 min
Temos assistido desde o ano passado, as manifestações de rua, que começaram contra o aumento do preço de passagens de ônibus, passaram pela oposição à Copa e seguiram pelo fim da corrupção, mais segurança, casa própria, saúde, escola. 
 
Nossas ruas e estradas continuam bloqueadas por protestos. Vivemos o sobressalto de ver ônibus e outros veículos queimados em revoltas de diferentes raízes. 
 
Apesar do discurso oficial, que fala em normalidade, não é o que se vê na prática. 
 
Nossas vidas estão em risco permanente, a propriedade deixou de ser protegida, o direito de ir e vir está desrespeitado e as autoridades estão omissas e atabalhoadas.
 
É nesse quadro que chegamos à eleição de hoje. Vivemos agora o único momento em que os incomodados podem fazer algo por mudança. 
 
Não terão significado ou mínimo sentido as passeatas e protestos que foram às ruas nesse último ano e meio, se seus promotores e os que deles participaram continuarem votando como antes. 
 
A república brasileira sempre padeceu de representação popular. Nasceu nas mãos dos militares, serviu oligarquias, foi suplantada por ditaduras e nunca foi efetivamente o poder emanado do povo. 
 
Mesmo nos momentos de democracia e maior participação popular, o que se ofereceu ao povo foram conchavos de segmentos políticos, econômicos ou ideológicos. 
 
O povo, infelizmente, só se utiliza do voto  para dar legitimidade à vontade de grupos que se organizam ao redor de interesses. Então, o mais importante para hoje, é votar bem. Diante da urna teremos a oportunidade de, insatisfeitos, contribuir para mudar o governo e a composição das casas legislativas. 
 
Reeleições consumadas, ficará claro que a maioria da população não concordou com os protestos e todas as manifestações têm que ser encerradas imediatamente. Numa democracia, minorias se curvam à maioria e, ponto final... 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários