Empreendimentos imobiliários que, somados, vão representar 4,9 mil lotes devem criar uma “nova” cidade com perto de 20 mil moradores na zona Oeste de Franca. São áreas vizinhas ao Jardim Pulicano e Distrito Industrial, que serão acessadas principalmente por uma ponte, construída pela iniciativa privada, orçada entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões.
Os empresários Jorge Donadelli e seu filho, Jorgito, possuem dois desses empreendimentos, representando, ambos, 1.040 lotes. Ao lado deles, outro construtor, André Corrêa Neves, vai oferecer 140 terrenos.
Segundo Jorge Donadelli, há quase cinco anos os empreendimentos vêm sendo tocados, tempo este quase todo gasto com entraves burocráticos. Com 200 metros quadrados e valores ainda não fechados, mas que devem ficar em torno dos R$ 60 mil, os terrenos oferecidos na Quinta D’Oeste e Quita da Aurora devem atrair um público diversificado, compreendido por assalariados e investidores em potencial.
Para viabilizar os projetos, os empresários se uniram para poder construir uma ponte que dará acesso à região a partir do Distrito Industrial. A obra ainda depende de aprovação de órgãos ambientais, porque o ponto de travessia está localizado sobre um ribeirão que segue em direção ao Engenho Queimado. Embora tenha feito questão de dizer que preferisse falar sobre a construção da ponte quando tivesse datas mais factíveis para passar, Donadelli disse trabalhar com a expectativa de que ela esteja concluída até o final de novembro. Com isso, a comercialização dos terrenos teria início entre janeiro e fevereiro do ano que vem.
Depois de pronta, a ponte encurtará o caminho de quem precisa seguir das empresas localizadas no distrito para bairros como a Vila São Sebastião, por exemplo, cujo ponto de acesso, saturado atualmente, é o viaduto sobre a Rodovia Cândido Portinari.
De acordo com o empresário, a dificuldade de aprovação é grande, não apenas pela questão ambiental, mas do projeto como um todo, o que, em alguns casos pode levar até 10 anos.
Em relação à área de APP, Jorgito Donadelli disse que há dois meses vem tentando uma audiência com o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), por acreditar que o chefe do Executivo pode interceder junto aos órgãos responsáveis pela aprovação do projeto. Até agora, contudo, não conseguiram o encontro.
Questionado se o atual momento do mercado imobiliário não influenciaria negativamente as vendas, ele disse que mesmo com alguma dificuldade o cenário não inviabiliza o lançamento. “Quando não está aquecido, nós sabemos que vende um pouco mais devagar, que temos que investir mais em publicidade”, disse Jorgito. “Mas a demanda reprimida por imóveis nessa faixa de preço é muito grande em Franca”, completou o empresário.
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