‘Dataedson’ aponta vitória de Engler


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Chegou o dia. É hoje. Três meses após uma acirrada disputa, vamos conhecer na noite deste domingo quem serão os próximos deputados por Franca. Ao contrário do que ocorreu nos últimos oito anos, não tivemos pesquisa de intenção de voto por causa das exigências da lei eleitoral. O dia 5 de outubro chegou sem um dado oficial que sinalize quem tem mais chance. Os 15 candidatos encerraram a campanha alimentando sonhos e esperança. Boa sorte a todos. Sou Franca.
 
Nos últimos três meses,  me dediquei exclusivamente à cobertura das eleições. Vi campanhas bonitas e bem estruturadas. Também testemunhei que alguns entraram na disputa apenas por vaidade, simplesmente para aparecer. Neste caso, não dá para avaliar as campanhas, pois elas simplesmente não existiram.
 
Conversei com candidatos, assessores e eleitores. Senti o clima das ruas. Com base no conjunto das informações apuradas, me arrisco a dizer que o único que chega ao dia da votação garantido é Roberto Engler (PSDB). Ele deverá garantir o sétimo mandato com tranquilidade. É possível que rompa a barreira dos cem mil votos.
 
Gilson de Souza (DEM), que fez apostas arriscadas em cidades sem relação com Franca, e que voltou a mostrar a própria desorganização e a da equipe de assessores, passará sustos e  poderá conviver com muita  incerteza. 
 
Não tenho boas impressões para os demais candidatos a estadual. De acordo com o “Dataedson”, são remotas as chances de acontecer alguma surpresa. A grande dúvida é quem sai da eleição maior ou menor do que entrou.
 
Vale um parágrafo para Tony Hill (PMN). Independentemente do resultado das urnas, já é um vencedor. Trabalhou muito e fez uma campanha bem feita. Será bem votado, mas é difícil dizer se conseguirá o suficiente. Talvez o partido não ajude. É um nome para futuro.
 
Já a disputa para federal é uma grande incógnita. Por estar no exercício do cargo, Ubiali (PSB) é o que teria obrigação de ganhar. Se depender dos votos de Franca, onde vem tendo um desempenho decrescente nas urnas, ele está fora. Se a aposta que fez nas 300 cidades onde tem Apae der resultado, pode ser até que entre. 
 
Ninguém duvida que Graciela Ambrósio (PP) terá uma boa votação. A delegada tem carisma.  Por outro lado, é preciso avaliar qual será o impacto de ter feito dobradinha com um sujeito que de Franca não sabe nada. Também pesa contra ela a eterna dificuldade de superar a falta de argumentos para defender propostas. Está numa coligação difícil.  Tem mais chance se os votos de Maluf não forem impugnados. Até agora, estão.  
 
Único dos federais que nunca enfrentou eleição, Corrêa Neves Jr (PV) chega ao fim de sua primeira disputa bastante otimista. Foi de longe o candidato que mais trabalhou. Mostrou uma campanha bem feita, correu muito do primeiro ao último dia, confirmou em debates e sabatinas sua facilidade de expressão ao expor ideias.  Sua equipe exala confiança. Se o partido confirmar as boas votações das últimas disputas, a tarefa de Corrêa pode ser facilitada com menor número de votos para chegar a Brasília.  Mas tudo isso são apenas suposições, especialmente no caso de  quem nunca disputou eleições. 
 
Adérmis Marini (PSDB) sabe que não tem chances por causa da falta de apoio interno e, sobretudo, pela elevada linha de corte do partido. Sua meta é conseguir uma votação razoável visando eleições futuras. 
 
Quanto a Crico, mais fácil o Palmeiras ganhar o Campeonato Brasileiro que o candidato do PHS em Franca chegar à Câmara Federal.  Pelo menos nesta disputa.
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 

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