Com vistas às eleições e segundo espaçosas informações da imprensa, autoridades religiosas promoveram discussões importantes acerca da escolha de candidatos que ostentem qualificação, enquanto, de outro lado, vimos que postulantes buscaram os ambientes das religiões que congregam adeptos mais numerosos.
Razoável que isto ocorra, porquanto, num país evangelizado como o nosso Brasil , impossível admitir-se que político que não demonstre sentimento religioso venha a ser bem sucedido.
A lei de liberdade, entretanto, é natural, garantindo que todo cidadão se valha livremente de suas próprias convicções na hora de escolher a quem julga digno e capaz de representar, governar e legislar em seu nome.
Considerações político-partidárias, todavia, posto que sempre suscitam conflitos de interesses aferrados ao chão que os abriga, merecem ressalvadas quanto aos locais destinados a cultos religiosos, onde há de prevalecer a harmonia espiritual, sob pena de prejuízo ao clima que se requer puro e sublimado, como recomendou o Mestre Jesus.
Mas, é medida salutar que todas as religiões, por seus dignitários e representantes, preocupem-se com o despertamento para a necessidade de aplicação do mais clarificado discernimento possível na análise do caráter de cada candidato aos cargos eletivos, priorizando-lhes a probidade e a moral.
Nos ambientes espirituais das instituições espíritas, no entanto, não se discutem assuntos relativos à política partidária, mas, o movimento espírita é, obviamente, constituído de políticos enquanto cidadãos, admitindo-se igualmente dispor-se à discussão semelhante, senão em torno de defesa de nomes, mas de qualidades morais, valendo lembrar que o político espírita dr. Bezerra de Menezes dissera que a política, se exercida de maneira digna e honesta, é o caminho mais curto para a realização social do sentimento caridoso.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Contábeis, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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