De novo


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Quatro anos se passaram e, de novo, é hora de escolher nossos representantes políticos. A maioria das promessas que nos fazem são idênticas às de outras ocasiões. Especialmente, o eleitor deve estar atendo a questões previdenciárias. Nenhum dos candidatos ousa falar em mudanças significativas na Previdência — talvez com medo de perder votos. Nas entrelinhas, quase todos deixam claro que há coisas que precisam ser mudadas. É importante ter em mente que o país está envelhecendo, e a Previdência Social terá papel fundamental nesse futuro.
 
Pesquisas demonstram que hoje muitos aposentados mantém filhos, netos e demais familiares com a renda que recebem do INSS. Por outro lado, benefícios de valores acima do mínimo vêm achatando pouco a pouco. Tem-se a impressão que a continuar da forma como está, em breve todos receberão o mesmo benefício: um salário mínimo.
 
Não se pode dizer que o INSS está ‘falido’, pois a arrecadação é crescente e atinge recordes ano a ano. O que pode estar havendo é algum tipo de ingerência administrativa. Já dissemos aqui, neste espaço, e agora é hora de repetir que o fator previdenciário criado em 1999 tem servido de ‘cabo eleitoral’ para deputados e senadores serem eleitos e reeleitos. Desde que foi criado, esse fator redutor de aposentadorias tem inúmeros projetos no Congresso para sua extinção, mas nunca é votado. Obviamente que quem está no governo não quer seu fim, pois geraria gastos maiores no orçamento. Alguns políticos que estão na oposição e se dizem favoráveis ao fim do fator, parece que também, no fundo não querem a extinção. Feito, não teriam mais a possibilidade da ‘promessa’ para levar ao próximo palanque.
 
Futuros e atuais aposentados: cobrem seus candidatos! Não votem em branco e nem pratique voto de protesto. Se agir assim, você estará delegando que outros escolham por você.
 
Tiago Faggioni Bachur
Colaborou Fabrício Barcelos Vieira, advogados especialistas em Direito Previdenciário
 
 

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