Você odeia os políticos? Você tem nojo da política e de tudo de ruim que ela promove como, por exemplo, a corrupção, a bandalheira, a demagogia, a desesperança de um povo? Você repudia os partidos políticos que acabam tornando-se quadrilhas organizadas prontas para atacarem o tesouro nacional?Você repudia os poderes constituídos da nação por causa da sua fraqueza, da sua ineficiência, da sua ociosidade, da sua submissão aos interesses da classe dominante? Você é um eterno inconformado com a situação em que se encontram o seu país e a sua gente? Você foi um desses manifestantes que saíram às ruas em junho para reivindicar maior eficiência dos serviços públicos, uma educação melhor, um atendimento à saúde mais humano e competente, uma segurança pública mais confiável, uma mobilidade urbana que não sacrifique tanto o trabalhador, enfim um governo ágil, preparado, apto e dedicado ao pronto atendimento dos reclamos de uma população? Você é um rebelde, um revolucionário, um cidadão preocupado com os destinos de sua Pátria? Então, politizado eleitor, chegou a hora. Chegou a hora de limpar a política, de varrer a bandalheira, de oxigenar os ares enfumaçados, de combater a poluição incrustada nas repartições públicas, de derrotar a corrupção e o carreirismo. Chegou a hora de votar, de escolher, de indicar os melhores para representá-lo e em seu nome decidir sobre as prioridades e as ações urgentes e necessárias para o desenvolvimento do Brasil. Chegou a hora de pesquisar, de analisar, de ponderar, de procurar os melhores candidatos, os mais dignos, os mais honestos, os mais competentes. Eles existem, existem sim. Se em muitos candidatos a gente percebe a malandragem e as más intenções estampadas na cara, há outros ( poucos, é verdade ) que ainda não perderam o idealismo. Será como procurar uma agulha no palheiro, mas é indispensável que se procure. Você também é responsável, nós somos responsáveis pelos dirigentes que escolhermos. É preciso estudar a biografia do candidato, puxar a sua folha corrida, informar-se de suas atitudes e comportamentos. É indispensável separar o joio do trigo para que possa haver boa colheita. Se errarmos, só nos restará a rua da amargura para, novamente, soltarmos o nosso grito de protesto , grito que, certamente, não será ouvido nos palácios da República.
Chiachiri Filho, historiador, criador, diretor por oito anos do Arquivo Municipal e membro da Academia Francana de Letras
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