No 2º dia, greve dos bancários atinge região de Franca


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Cliente entra na área de caixas eletrônicos ontem em agência de Franca. Pendências bancárias têm de ser pagas em dia
Cliente entra na área de caixas eletrônicos ontem em agência de Franca. Pendências bancárias têm de ser pagas em dia
A greve dos bancários, iniciada na terça-feira, já atinge cinco cidades da região. Um total de 26 agências estão paradas nas 17 cidades da base do Sindicato. Na região, o município de São Joaquim da Barra é um dos que aderiu ao movimento. Ontem, duas agências do Banco do Brasil e uma da Caixa Econômica Federal estavam fechadas, segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários Rogério Marques. 
 
Em Igarapava, pelo menos três agências também pararam, de acordo com Marques, sendo duas do Banco do Brasil e uma da rede Santander. Cidades como Ipuã e Ituverava tiveram duas unidades fechadas pela greve. Em cidades menores, a população chega a depender de apenas uma agência, como é o caso de Cristais Paulista. “Estamos trabalhando. Como aqui na cidade só tem essa agência, vamos parar se o sindicato intervir”, disse uma funcionária do banco Santander de Cristais. “A expectativa é aumentar a adesão mesmo em cidades pequenas”, afirmou Marques.
 
Em Franca, a paralisação que se concentrava no Centro, começou a se espalhar para outros lugares como Estação e Avenida Brasil. Unidades do Itaú, Caixa Federal, e Banco do Brasil entraram em greve ontem. A população pode contar com duas agências ainda funcionando na avenida Brasil, uma do Santander e uma do Banco do Brasil. Na avenida Orlando Dompieri, uma agência do Banco do Brasil também continua aberta. 
 
Atendimento
Apesar da greve, as operações nos caixas eletrônicos, centrais de atendimento telefônico e internet não foram interrompidas. Em uma das agências do Banco do Brasil, na Estação, alguns serviços como assinatura de contratos, entrega de cartão e ações que não envolvem uso do sistema interno também estavam sendo realizados ontem. A gerente da sala de auto-atendimento, Sueli Teixeira Giuberti, orientava clientes. “Eles têm muita resistência e dificuldade de lidar com o atendimento eletrônico. Estamos fazendo tudo que é possível para ajudar”, afirmou. 
 
Outra reclamação dos clientes é que devido à greve, eles estão gastando mais tempo para fazer as atividades bancárias. Em agências da Estação, usuários formavam fila para tirar as dúvidas dos serviços que poderiam realizar durante a paralisação. 
 
Sueli Cristina Rodrigues, 42, autônoma saía de uma agência na Estação onde não conseguiu resolver suas pendências bancárias devido à greve. “Essa greve está atrapalhando demais. Eu pedi um cartão da minha conta poupança, faz um mês, não chegou e agora não tem um caixa para atender a gente. Não tem previsão de volta. No ano passado, isso durou mais de 20 dias. Está difícil”. 
 
Mesmo com os avisos, alguns usuários ainda foram pegos de surpresa no segundo dia do movimento. “Fiquei sabendo da greve agora. Precisava fazer um serviço que agora não vai dar certo”, disse o eletricista Tiago Moreira, 30. 
 
O Procon de Franca alerta que apesar da suspensão de atividades das agências bancárias, o consumidor deve pagar suas contas no vencimento. “O consumidor pode se valer do caixa eletrônico, internet e mobile banking, loterias, correios e até mesmo alguns supermercados recebem faturas”, disse William Karan, diretor do Procon Franca. 
 
O diretor ressalta que se o banco não permitir que o consumidor faça o pagamento em nenhuma dessas modalidades, ele deve entrar em contato por e-mail ou telefone com a empresa credora, para que ela ofereça outras modalidades de pagamento durante o estado de greve. “Recomendamos que se for entrar em contato com a empresa credora, deve-se anotar o número de protocolo da ligação e ir guardando os e-mails para que, em caso de necessidade, ele traga esses registros no Procon para que tomemos as providências cabíveis”, explicou.

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