Polícia Militar tira das ruas cabo acusado de agressão a taxistas


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O cabo da Polícia Militar de Franca acusado de agressão contra dois taxistas em julho e agosto deste ano está afastado do trabalho nas ruas. Ele permanecerá como motorista, sob a supervisão de um oficial, enquanto a apuração das denúncias não for concluída.
 
O Comércio mostrou os casos em reportagem no dia 21 de setembro. Num período de dois meses foram registradas duas ocorrências envolvendo o mesmo policial, lotado da 5ª companhia, ao lado do Parque “Fernando Costa”.
 
O primeiro caso aconteceu em junho, quando o taxista Tales Oliveira, que conduzia duas passageiras, foi parado no Distrito Industrial. Imagens de uma câmara de vídeo mostram o momento em que o PM agride Oliveira no rosto.
 
Em agosto, após uma discussão de trânsito, outro taxista Eurípedes de Oliveira, alegou ter sido fechado por um motorista que, com uma arma na mão, o ameaçou e danificou o taxi que dirigia. Mais tarde, o agressor teria sido identificado como sendo o cabo da PM envolvido na primeira denúncia.
 
Nesta semana, por meio de uma nota enviada à redação, a seção de Comunicação do 15º Batalhão da PM, em Franca, informou que o policial responde a dois procedimentos militares, diferentes do Inquérito Policial Militar, que se justifica no caso de lesão corporal. Essa hipótese foi afastada em razão da perícia médica em relação à denúncia feita por Tales Oliveira não ter apontado lesão,o que desconsiderou o crime militar.
 
Desde que a primeira reclamação foi feita e levando-se em conta o comportamento do PM, ele foi afastado do policiamento nas ruas e colocado à disposição do comando da 5º companhia como motorista. Em ambos os casos, a apuração é realizada pelo comandante da unidade, capitão Watercir da Silva Marques. Ontem, por telefone, Marques disse que o cabo não registra antecedentes por mau comportamento em sua ficha profissional. O Comércio solicitou acesso para saber a versão do cabo, mas a Corporação respondeu existir um procedimento interno a ser seguido e que prevê que respostas sobre assuntos do gênero são dadas pelo comandante do policial. Marques informou que o cabo já foi punido administrativamente. A sanção adotada está sob análise do comando do 15º Batalhão, que pode confirmar, recusar ou agravar a punição definida, resguardando o direito de recurso por parte do PM. Também não há prazo para que ele volte às funções de patrulhamento de rua.
 
Questionado sobre as implicações das denúncias na carreira do policial, o capitão Watercir disse que ela interfere principalmente em promoções. Casos reiterados de mau comportamento, ainda que não envolvam lesões ou ameaças, podem resultar em demissão do PM. “Gostaria de deixar claro que a PM não compactua com nada de ilegal”, explicou Waltercir Marques.
 

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