Inseridas na arena global, as economias brasileira e, particularmente, a paulista padecem dos males que afligem os países ainda periféricos, sintetizados na ânsia por maior presença na economia mundial e na necessidade de participar da revolução tecnológica do mundo desenvolvido. Na oportunidade das eleições, é importante lembrar: em novo mandato, a proposta política de promoção do desenvolvimento pode desbravar fronteiras.
Considerando-se razoavelmente atendidas no âmbito do Estado de São Paulo as necessidades de infraestrutura (transporte, energia e telecomunicações), para a indústria se reerguer será preciso facilitar o acesso ao crédito; promover a abertura de mercados especializados; estimular o desenvolvimento de canais de comercialização; apoiar a criação de centros de “design” industrial; fornecer estímulos à promoção de marcas brasileiras; facilitar e intensificar a participação em feiras temáticas nacionais e internacionais; melhorar a produtividade via desenvolvimento tecnológico e inovações e, por fim, reduzir custos pela eliminação de entraves burocráticos. Para os empresários, restaurar-lhes a confiança.
O fator que acelera o desenvolvimento é a inovação, fonte do aumento da produtividade e do progresso. Ela ocorre em relação ao produto, ao processo produtivo, às formas de marketing ou, mesmo, às técnicas de gestão. Nos países desenvolvidos, as inovações surgem nos centros de pesquisa e desenvolvimento das grandes corporações; mas, no Brasil as empresas têm dificuldades em manter tais unidades. Então, a maneira de promover o avanço tecnológico é facilitar o intercâmbio entre elas e os institutos oficiais de pesquisa vinculados às Universidades e ao Estado. A inovação é necessária, mas não suficiente. A equação do desenvolvimento se completa com a introdução de uma variável estratégica, a exportação. Com relevante participação nos mercados mundiais, reafirmamos nossa capacidade produtiva e trazemos emprego e renda para o país. Para tanto, será necessário rever também a situação cambial.
Vicente P. Oliveira
Economista; FEA USP
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