As agências bancárias do Centro de Franca foram as primeiras a aderirem à greve, iniciada à meia-noite de ontem. No bairro Estação, unidades do Bradesco e Caixa Econômica atenderam normalmente. Na avenida Brasil, Santander e Banco do Brasil também abriram. “Registramos a adesão de 250 bancários. Hoje (ontem), fecharam 10 agências no Centro, uma unidade da estação do Banco do Brasil e uma da Caixa na avenida Major Nicácio”, afirmou o diretor de imprensa do Sindicato dos Bancários Rogério Marques. A localização das duas restantes não foi informada.
De acordo com o Sindicato dos Bancários, 14 agências da base do sindicato pararam os serviços ontem. A atuação da entidade compreende Franca e mais 17 cidades. O presidente do Sindicato, Edson Roberto dos Santos, comentou que a expectativa é que mais agências parem e o movimento ganhe força nas cidades da região. Apenas o atendimento em caixas eletrônicos estava disponível. Dentro das unidades, havia funcionários para orientar a população.
Na rua Major Claudiano, estavam em greve agências do banco Itaú, Banco do Brasil e Mercantil do Brasil. O banco HSBC foi o único que funcionou e não tinha cartazes anunciando a paralisação colados na entrada. O Sindicato esclareceu que nenhum representante do banco compareceu à assembleia realizada anteontem. Por isso, ainda não tinha sido negociada a adesão da unidade ao movimento. Em uma das unidades, funcionários se concentraram do lado de fora. Segundo Rogério Marques, que acompanhou o movimento, a maioria não chegou a trabalhar e não houve resistência dos funcionários nas agências que fecharam.
Algumas pessoas foram aos bancos já cientes do atendimento restrito. “Eu estava sabendo da greve. Agora estou esperando minha filha para me ajuda a usar o caixa eletrônico e tirar minha aposentadoria”, disse a aposentada Eulina Garcia, 70. Outros só tomaram conhecimento da greve ao procurar os bancos para algum serviço ontem. Houvereclamações nas portas das agências. “Não estava sabendo. Agora o jeito é esperar. Vai complicar para mim porque precisava resolver sobre um financiamento atrasado”, disse a balconista Dulce Moreira, 56.
A principal reivindicação dos bancários é um reajuste de 12,5%. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) informou por meio da assessoria de imprensa que permanece com a proposta de reajuste de 7,35% nos salários. Para o piso da categoria, os valores equivalem a um reajuste de 8%, chegando a R$ 2.403,60 para o caixa, por jornada de 6 horas diárias . “Entre outros benefícios, a proposta estabelece auxílio cesta alimentação de R$ 424,20”, afirmou assessoria por meio de nota. Os bancários pedem R$ 724/mês, entre outras reivindicações.
Contas
Para pagar contas e realizar outros serviços bancários, a Fenaban orienta o consumidor a utilizar meios alternativos como internet, atendimento por telefone e uso do aplicativo do banco no celular. “A população pode procurar caixas eletrônicos e redes 24 horas, que ficam disponíveis em vários estabelecimentos”, esclareceu.
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