Usuários relatam insegurança no atendimento da Casa do Diabético


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Fachada da Casa do Diabético de Franca, unidade que realiza cerca de doze mil atendimento a cada trinta dias
Fachada da Casa do Diabético de Franca, unidade que realiza cerca de doze mil atendimento a cada trinta dias
Os usuários da Casa do Diabético, instituição que realiza cerca de 12 mil atendimentos ao mês, têm estranhado a assistência recebida no local. Em depoimentos colhidos pelo Comércio nos dias 15 e 29 de setembro, as principais reclamações davam conta de uma troca constante de profissionais e o possível desligamento do último endocrinologista que atende atualmente na Casa.  “Desde junho há rumores de que a Casa do Diabético poderia ficar sem endocrinologistas mas, no início deste mês, quando voltei para agendar uma consulta, funcionários disseram para eu ligar no dia 1º de outubro a fim de saber se iria ou não haver ‘endocrino’ para o atendimento”, narrou a manicure e usuária Andreia Aparecida de Souza. “Fiquei preocupada porque só o especialista pode fornecer receitas para os remédios que eu preciso. Perguntei a eles (funcionários) como ficaria essa situação e disseram que não sabiam”, comentou. 
 
Segundo relatos dos que utilizam o local, houve choro por parte de alguns colegas que souberam da possibilidade de não haver atendimento a partir de outubro. Outros usuários relataram que já estariam tendo problemas para conseguir agendar consultas com a agilidade de antes. “Meu pai foi atendido aqui até maio, mas avisaram que o endocrinologista dele estava de saída. Em julho, ele foi atendido por outro médico que acabou marcando consulta para ele somente em dezembro, com uma médica. Na época, disseram que o doutor estava saindo”, disse um sapateiro que preferiu não se identificar. “A receita do meu pai vence em outubro. Vamos ter problemas para conseguir os remédios”, completou.
 
Na oportunidade da visita, a direção da Casa foi procurada para esclarecimentos quanto às dúvidas colhidas junto aos pacientes, mas a afirmação foi de não ter autorização para comentar o caso e indicou que a Secretaria de Saúde deveria ser procurada. Por sua vez, a Secretaria reconheceu que as reclamações eram de seu conhecimento e que há uma fuga de médicos do local. “Os profissionais querem seguir apenas nos consultórios particulares e convênios, diminuindo a carga de trabalho. Além disso, alguns  se aposentaram”, informou via nota. 
 
Quanto a medidas tomadas para evitar a falta de atendimento na Casa do Diabético, a direção disse ter aberto credenciamento de clínicas para atendimento em especialidades, incluindo endocrinologia, e concurso público para esta especialidade. Ainda sobre a falta de médico, a informação é que pacientes estão sendo encaminhados para atendimento no AME (Ambulatório Médico de Especialidades). Quanto ao número de profissionais que atendem atualmente no local e a quantidade que seria adequada, a Prefeitura não se pronunciou até o fechamento desta edição. Outros serviços, como a distribuição de insumos, não foram afetados.
 
 

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