O estudante universitário de 22 anos que agrediu, no início da tarde do último dia 27 de agosto, a vizinha de 23 anos com uma taco de beisebol, no Residencial Paraíso, foi indiciado no 4º Distrito Policial por lesão corporal de natureza grave, qualificado pelo perigo de vida. O inquérito será enviado à Justiça de Franca e, segundo Dalmo Mateus Polo, delegado titular do 4º DP, o promotor do caso, após tomar conhecimento da preliminar do procedimento policial, aceitou a denúncia. A estudante de educação física Izabella Silva Alvarenga, 23, que sofreu o ataque, deixou Franca e voltou para a casa dos pais, no interior de Minas Gerais.
“O médico legista, em seu laudo, apontou que a vítima (Izabella) correu perigo de vida. Por este motivo, o autor foi indiciado por lesão corporal de natureza grave, qualificado pelo perigo de vida”, disse o delegado para justificar sua decisão. Ele revelou ainda que o taco de beisebol usado era da própria Izabella. “A vítima estava com o taco para se defender, mas foi desarmada e atacada.” Polo acrescentou ainda que a Promotoria de Justiça se manifestou favorável à denúncia, ou seja, o acusado será julgado pela Justiça.

Foto: Dirceu Garcia/Comércio da Franca
Relembre o caso
A história envolvendo os estudantes teve início após um furto ocorrido no interior do apartamento da garota. Ela, que registrou o fato no 4º Distrito Policial no início de julho, disse que ladrões entraram no apartamento e levaram diversos pertences pessoais, além de eletroeletrônicos.
Investigando o caso, policias do 4º Distrito Policial descobriram a existência de imagens onde o rapaz suspeito aparece em frente ao apartamento da jovem no dia do crime. Em outras cenas, o suspeito é visto em frente ao prédio onde reside conversando com dois desconhecidos que, supostamente, teriam invadido o imóvel da estudante. Intimado para depor, o rapaz compareceu na delegacia acompanhado da mãe e de uma advogada, e negou participação no furto.
Após o interrogatório, o universitário, no início da tarde do dia 27 de agosto, procurou a vizinha acusando-a de ter feito a denúncia. “Ele (autor) imaginava que a vítima tivesse lhe denunciado, mas, na verdade, chegamos até o mesmo a partir de denúncia anônima e imagens gravadas”, comentou Polo. O delegado disse que as cenas gravadas não indicam a participação do universitário no furto.
Sem provas
No dia da agressão, a jovem teria levado cerca de quatro golpes com o taco de beisebol que possuía em seu apartamento. Ela também acusou a mãe do agressor. Disse que a mulher a segurou pelos cabelos enquanto o filho aplicava os golpes.
Socorrida, ela foi hospitalizada. Exame de corpo de delito no IML( Instituto Médico Legal) revelou lesão grave na cabeça. Além dos cortes, a vítima teve rompimento de três veias. Por medo, a jovem foi embora para a casa de parentes no interior do Estado de Minas Gerais.
A versão da vítima de que a mãe do agressor teria participado da agressão não foi confirmada pelas investigações. Como a polícia não conseguiu provas concretas que comprovassem as denúncias contra a mulher, ela foi citada apenas como testemunha.
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