Brisa úmida,
saudosa alegria
dos dias vividos
ao lado de um alguém.
Cheiros, sabores, sons...
Suga minha memória
o buraco negro da solidão.
O sentimento que um dia
batizou-me no altar da paixão,
agora não passa de um desejo
irrealizável e tolo.
Desejo o arrebatamento.
Quero ausentar-me um pouco
desse mundo aceitável
que plasmei para mim mesmo.
Nesse momento, para o amor,
sou uma equação que não fecha.
Ronaldo Silva, vendedor, universitário
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