O pedreiro Roberto Antônio Rosa, 43, do Jardim Luiza, foi morto por estrangulamento e teve o corpo carbonizado por causa de drogas. As informações são do delegado Márcio Garcia Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, que ainda acrescentou ser Rosa um dos maiores distribuidores de entorpecentes da região Oeste.
A sua morte estaria relacionada a possíveis divergências ou disputa de poder com os comparsas. O pedreiro é suspeito de movimentar centenas de quilos de drogas mensalmente. Ele alugava o terreno dos fundos de uma chácara na Vila São Sebastião para esconder o entorpecente em tambores.
O corpo em chamas do pedreiro foi localizado por volta das 18h30 do último dia 7 de julho em uma chácara desabitada na avenida Nadir Alves Pimenta, na São Sebastião. Alertado pela mulher sobre o fogo em uma plantação de bananas, um sapateiro que tem chácara no local, foi ao local apontado e deparou-se com o corpo pegando fogo. O assassino, segundo a polícia, usou um cinto para estrangular a vítima, jogou folhas de bananeira sobre o corpo e ateou fogo. Rosa, segundo laudos do IML (Instituto Médico Legal) já estava morto quando isso ocorreu.
A DIG, através do Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa, passou a trabalhar no caso. Durante as investigações, os policiais receberam informações de que em uma chácara ao lado de onde o pedreiro foi encontrado carbonizado poderiam ser localizados objetos relacionados ao homicídio. Ontem, munidos de mandado de busca e apreensão, agentes da especializada estiveram no local.
O proprietário do imóvel, sapateiro, 25 anos, foi abordado no momento em que se preparava para sair em direção ao seu local de trabalho. Informado do mandado de busca, o dono da chácara, de imediato, confirmou que conhecia o pedreiro morto e que ele teria alugado os fundos do quintal de sua propriedade para esconder drogas. Ele indicou o local onde havia um tambor de 100 litros enterrado e esclareceu que chegou a ver mais de 50 quilos dentro do recipiente. O sapateiro levou os policiais da DIG a vários outros pontos da chácara onde, segundo ele, buracos foram abertos para enterrar drogas.
O sapateiro disse que após o assassinato de Rosa, algumas pessoas estiveram em sua chácara, levaram as drogas enterradas e o mesmo parou de receber os R$ 210 pelo aluguel. Perguntado se haveria mais drogas no local, o rapaz negou, mas junto a uma plantação de bananas dentro da chácara foram encontradas 89 pedras de crack e 170 gramas de maconha divididas em quatro porções grande. Com isso, o dono da chácara foi preso em flagrante. “Pela quantidade e forma com que as mesmas (drogas) foram encontradas e pelo fato de ter mostrado aos policiais os locais onde guardava drogas no imóvel, fica evidente que o mesmo (sapateiro) promovia o tráfico de drogas”, ressaltou o delegado Murari.
As investigações para apurar os autores do bárbaro crime continuam. Vários depoimentos foram tomados e o delegado, ao final da entrevista, revelou que o sapateiro preso ontem por tráfico, é suspeito de envolvimento com a morte e queima do corpo da vítima.
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