Investimento consciente


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O Brasil vem aumentando seus investimentos em educação há três décadas. Universalizou o ensino fundamental, diminuindo o número de crianças e jovens fora da escola; aumentou o acesso ao ensino superior, mas ainda não conseguiu melhoras na qualidade de ensino. O país gasta, por aluno, 1/3 do que os países desenvolvidos, segundo relatório da OCDE (Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento Econômico). Segundo a análise, o gasto público com o estudante brasileiro em 2011 foi de US$ 2.985. Em países desenvolvidos chegou a três vezes mais: US$ 8.952. Nos Estados Unidos, Áustria, Holanda e Bélgica, chegaram a mais de US$ 10 mil.
 
A maioria dos candidatos à eleição que vem ai afirme que educação é prioridade em seus programas de governo, a prática mostra que não é bem assim. De acordo com OCDE, os 34 países pesquisados mostraram aumento nos gastos em educação entre 1995 e 2011, menos no Brasil e em mais cinco nações. Também aponta que a maioria dos investimentos aqui, foram concentrados no ensino superior.
 
O resultado é flagrante nas nossas escolas. Falta materiais didáticos, não há instalações adequadas, a remuneração a professores é pífia, a grade curricular é antiquada e não contempla as novas necessidades dos estudantes. 
 
Não adianta priorizar a educação só na época das eleições. O CIEE vem batalhando incansavelmente com o propósito de capacitar jovens, principalmente os que vivem em vulnerabilidade social e, por isso, têm mais dificuldades em alcançar boas colocações no mercado. Para educar com qualidade é preciso investimento de qualidade e consciência da importância da formação de jovens para um país melhor e mais desenvolvido.
 
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente executivo do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), diretor da Fiesp.

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