Performance com nudez divide opinião de francanos


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Imagem de arquivo mostra atores no meio da fonte luminosa em apresentação no Centro
Imagem de arquivo mostra atores no meio da fonte luminosa em apresentação no Centro
Uma parte da apresentação de um grupo artístico provocou reações divergentes em quem passava pela praça Nossa Senhora da Conceição, centro de Franca, na tarde da última segunda-feira. O momento polêmico se deu quando os integrantes ficaram nus e entraram na fonte luminosa. Veja o vídeo. A intervenção urbana, chamada Feliz Ano Novo, foi promovida pelo Grupo Engasga Gato e Confluências/Núcleo de pesquisas performativas. 
 
O pintor Antônio Carlos Magrin, 59, presenciou a atuação na praça. E a defendeu. “Todo mundo tem livre expressão, não estão fazendo maldade para ninguém. Eles se abriram. Todo mundo quer se abrir, mas não pode”, disse. Para outros, no entanto, a situação pode ser avaliada negativamente.“Eu fiquei horrorizada. Eu achei um absurdo, uma pouca vergonha”, comentou a aposentada de 69 anos Maria Aparecida. 
 
A performance fazia parte do III Festival de Artes Integradas Fora D’água que se iniciou na sexta passada e vai até 28 de setembro. Rafael Bougleux, coordenador e diretor do Festival, esclareceu na página do evento na rede social Facebook que a escolha das apresentações se deu por uma curadoria e que o grupo não mencionou em seu roteiro a cena de nudez, classificando a obra como censura livre. A descrição das cenas é feita numa ficha online de inscrição. “Nós recebemos e preparamos a parte técnica para os artistas. Não podemos intervir no que vão apresentar”, afirmou. 
 
A programação do festival está disponível no site: http://www.festivalforadagua.com/ .com/.Rafael.
 
Visão dos artistas
Segundo o orientador do grupo Núcleo Confluências, Fausto Ribeiro, o ato não foi uma provocação, mas uma manifestação artística ligada a pesquisas que tem por base a cidade como dramaturgia, visando interagir com os espaços urbanos. “O espetáculo é uma crítica ao consumismo e à tecnologia. A nudez é nossos corpos em vida, interagindo com os espaços e também uma celebração da primavera. É uma tentativa de mostrar que ainda há natureza, pessoas e não só máquinas.” Segundo ele, não havia preocupação em aumentar a censura do espetáculo. Ribeiro é formado em artes cênicas e é ator e diretor. 

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