Vanessa Maranha lança livro de contos sobre desencontros amorosos


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Vanessa Maranha retorna com o lançamento de Quando não somos mais, livro de contos que fala sobre os desencontros do amor
Vanessa Maranha retorna com o lançamento de Quando não somos mais, livro de contos que fala sobre os desencontros do amor
“Páginas de amores urbanos inventados; o amor agonizante; o amor entre iguais; os amores vadios; os amores tóxicos sombreados pela melancolia, anverso da alegria escandalosa que o grande amor traz em si.” É assim que a escritora francana Vanessa Maranha descreve a obra Quando não somos mais em sua epígrafe. O livro, que relata o amor não necessariamente romântico será lançado hoje, às 11 horas, na sequência da abertura da II Feira do Livro de Franca. 
 
De acordo com Vanessa, a concepção de Quando não somos mais ocorreu de modo não linear e serviu como uma válvula de escape criativa para personagens que se impunham durante a construção de seu primeiro romance, lançado pela escritora recentemente. “A maior parte dos contos foi escrita no ano passado, em meio à produção do romance contagem regressiva, quando eu necessitava pausá-lo, quando vozes intervenientes de personagens ou situações que não tinham nada a ver com aquela história se impunham pedindo expressão. Outros, mais antigos, estavam guardados em arquivo”, relatou. 
 
Quando não somos mais foi vencedor do Prêmio Ufes de Literatura 2013/2014. Participaram deste prêmio 223 escritores e, na categoria contos, a avaliação foi feita por especialistas como Anne de Souza Ventura (Universidade do Minho Portugal); Mara Coradello (escritora); Renata Bonfim (AFESL) e Tarcísio Bahia de Andrade, da Universidade Federal do Espírito Santo.
 
O título de sua obra e as informações da epígrafe levam o leitor a imaginar que os contos de Quando não somos mais retratem essencialmente os amores desfeitos. Essa primeira impressão se justifica? 
O livro não foi planejado com este mote. Segui escrevendo textos esparsos e, ao reuni-los, percebi que havia, no conjunto, esta linha temática. Em todos os contos eu falava de amor e também de certas percepções da maturidade, do redimensionamento e, sim, sempre, da transitoriedade.
 
Há nesta obra história/s ou personagem/s que você acredita ter a força de ‘incomodar’ seu leitor? De tirá-lo da zona de conforto a ponto de fazê-lo repensar comportamentos e/ou valores?
Sem presunção, talvez pela diversidade da minha formação acadêmica e literária, a minha escrita vai, sim, em premissa kafkiana, num certo sentido de incômodo, partindo da minha própria perplexidade frente à complexidade das relações humanas, que acaba estendida ao leitor. Não tenho a veleidade de presumir retirar quem quer que seja da zona de conforto, por meio da literatura, mas, se ocorrer, sobretudo via proposta estética, fico feliz, ao vê-la cumprindo alguma função. 
 
Quanto à autora, algum conto foi capaz de surpreendê-la?
A mim, o conto que mais intriga é justamente o que dá título ao livro, pelo seu caráter onírico, de vozes alternadas. Em Amor Algum, que abre o livro e seria inicialmente o título da obra, gosto especialmente do momento em que as personagens femininas se confundem de tal forma a ponto de não se saber mais de quem se está falando, numa evocação da universalidade das emoções, na ideia de que, muitas vezes, enredados por paixões arrasadoras, doentias, vamos nos despersonalizando e/ou homogeneizando à massa dos amantes em geral. Quem nunca desvairou por amor?
 
Vendo a obra pronta, como você a descreve?
Quando não somos mais trata dos amores vários, inclusive o amor nenhum; e não se trata necessariamente do amor romântico idealizado, embora este também perpasse alguns dos contos. Para usar expressão de Gabriel García Márquez, segue mais para a seara dos “amores contrariados” ou dos embates do amor. Vai também pelos amores enviesados e mesmo os doentios.
 
 
LANÇAMENTO
Quando não somos mais
Editora: Edufes 
Páginas: 84
Horário: às 11 horas
Local: Praça Central

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