O segundo caso denunciado envolvendo o mesmo policial militar ocorreu na segunda-feira, 11 de agosto, por volta das 22 horas. Da mesma forma, está sendo investigado internamente pelo comando da PM. A vítima foi o taxista Eurípedes Romão de Oliveira, 60, morador na Estação.
Muito nervoso, ele disse à reportagem que estava com o táxi que dirige na avenida Major Nicácio quando parou no sinal vermelho do cruzamento com a avenida Presidente Vargas, sentido Hélio Palermo. Nesse momento, para do seu lado esquerdo um Audi preto, com placas de Lorena (SP).
Quando o sinal abriu os dois avançaram, sendo que o taxista foi mais rápido e tomou certa dianteira. No semáforo seguinte, próximo ao Irmãos Patrocínio, Oliveira conta que o outro motorista parou novamente no sinal vermelho e começou a xingá-lo, dizendo que havia sido fechado por Oliveira. “Ele estava me xingando, mas eu não tinha fechado ele. Eu estava na frente e não tinha como fechar ninguém”, disse o taxista.
Conforme afirmou, o outro motorista desceu do carro e começou a dar socos no vidro da porta do taxista e golpes no teto do carro. Oliveira disse que ligou para a central da empresa em que trabalha para avisar que estava sendo ameaçado e agredido por um homem armado. Ele negou ter feito qualquer provocação que desse pretexto para a discussão.
Oliveira, então, avançou o sinal, quando o outro motorista o teria seguido. Ao entrar na avenida Hélio Palermo, fez o contorno em frente ao City Posto, sendo fechado pelo Audi preto nas proximidades da locadora de vídeo existente no local. O motorista, que não teria se identificado em momento algum, deu novos golpes, desta vez no pára-brisas do táxi, quebrando o vidro. “Ele me chamava seguidamente de desgraçado, dizendo que ia me matar. Parecia que estava fora de si”, conta Oliveira.
Com a chegada de pelo menos quatro outros taxistas, que ouviram o pedido de socorro do colega pelo rádio, o agressor, mais tarde identificado como policial militar, parou com os golpes, mas sacando sua arma, entrou em seu carro e arrancou pela avenida. Antes, teria dito que chamassem a polícia ou quem os taxistas quisessem “que não ia dar nada” (sic).
Desde o começo da confusão, tudo foi testemunhado por uma motorista que passou a seguir o taxista e o agressor. Ela, que estaria sendo procurada para depor, gritava para que outras pessoas ajudassem o taxista, pensando ser assalto.
Muito abalado, o taxista emocionou-se várias vezes diante da reportagem. Pai de cinco filhos, disse que mora em Franca há 40 anos. “Não tenho uma mancha nessa cidade para ser tratado assim. Esse rapaz acabou comigo. Hoje tenho medo de que me levem para uma ‘quebrada’, e judiem de mim”, disse.
Eurípedes Oliveira disse que só ficou sabendo que se tratava de um policial porque procurou a sede da 5ª Companhia para relatar o ocorrido.
O boletim de ocorrência foi encaminhado ao 1º DP. O delegado Luís Carlos da Silva não sabia que o acusado era um PM e que existia outro inquérito contra ele no 2º Distrito Policial.
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