Franca voltou a registrar falta d’água entre sexta-feira e sábado. A situação continua crítica, principalmente pela falta de chuva. Entre os bairros atingidos nos dois dias estão São José, Ângela Rosa, Jardim Barão, Moreira Júnior, Vila Exposição, Horto, Paineiras, Santa Rita, Aeroporto II, Aviação e Residencial São Domingos, Tropical II, Vera Cruz, Consolação e Cidade Nova. A Sabesp confirmou que colocou vários caminhões pipa nas ruas para amenizar a situação em diversos bairros.
Para quem teve as torneiras secas é hora de contabilizar os prejuízos. No bairro Cidade Nova, a proprietária de uma pet shop e no Jardim Consolação, a dona de um estabelecimento que vende marmitas reclamam que tiveram seu faturamento comprometido.
A dona do pet shop, Laís Martins, 26, disse que perdeu entre 15 e 20 clientes no dia em que não tinha água no local para trabalhar. “Na quarta-feira tive que remarcar tudo para os dias seguintes e deixei de marcar novos clientes. No sábado faltou água novamente e tive que fechar a loja. Deixei de lucrar em torno de R$ 500”, lamentou.
Para a proprietária do restaurante, Maria Aparecida Gonçalvez, 46, o problema maior foi a falta de aviso da Sabesp. “Se eles avisassem, a gente se preparava, dava um jeito de estocar, faltou água dois dias seguidos e eu não conseguia nem dormir de preocupação, as marmitas são meu ganha pão, não posso ficar sem poder fazer.”
Procurado pela reportagem na manhã e tarde deste sábado, o gerente regional da Sabesp, Rui Engrácia Garcia, não foi localizado para responder sobre novos problemas com falta de água na cidade. Em entrevista ao Comércio durante a semana passada, Engrácia disse que a falta de água era decorrente do consumo excessivo da população e negou que haja rodízio na cidade, como alguns moradores desconfiam. “A falta de água acontece durante o tempo em que os reservatórios demoram para se reabastecer”, afirmou (leia mais sobre chuva na página 10A).
Ainda na semana passada, a Sabesp construiu uma barragem emergencial no rio Canoas para aumentar a captação de água, mas teve problemas com a Prefeitura de Claraval e uma segunda barragem não pôde ser feita. O caso está sendo analisado.
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