Cada vez mais são inventadas formas de se exercitar o corpo. Sem falar nas já muito conhecidas como musculação, aulas de dança e artes marciais, natação, corrida e inúmeros outras. Mas e o cérebro? É possível exercitá-lo? Como fazer isso e quais os benefícios? Sim é possível. É o que diz o professor Luís Mendes, Diretor do Supera Franca, especialista no assunto. Segundo ele, o exercício é realizado a partir de um método desenvolvido com o intuito de proporcionar estímulos variados para melhorar habilidades do cérebro. Segundo Mendes, a pessoa fica mais criativa ágil para solucionar problemas e mais sociável.
Com o cotidiano agitado e o estresse muitas vezes elevado, obriga a pessoa a executar multitarefas. Quando isso acontece é necessário um poder de concentração muito grande, foco, raciocínio e comunicação. “O Supera, com uma metodologia lúdica, desenvolve estas capacidades, também chamadas de múltiplas inteligências. A ginástica para o cérebro traz um amadurecimento cerebral que amplia o potencial de reter informação e gerar conhecimento, além de um condicionamento que gere lucidez, clareza e agilidade de pensamento.”
A chamada ginástica do cérebro pode começar a ser praticada a partir dos cinco anos de idade. “O curso nesta idade desenvolve também coordenação motora, capacidade de trabalhar em equipe, disciplina, atenção e criatividade”, disse Mendes. Mas é indicado para todas as idades, sendo que cada faixa etária encontra benefícios distintos. “Com um cérebro estimulado e ativo, as crianças vão bem na escola. Os adultos desenvolvem visão espacial e estratégica para resolver problemas de forma rápida em provas de concursos e vestibulares. E a terceira idade aumenta a capacidade de memória, melhorando relacionamento com parentes e amigos e ganhando mais qualidade de vida.”
O diretor do Supera Franca, Luís Mendes, comenta que o curso também traz benefícios para pessoas diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), dislexia, síndrome de Down e Asperger. “São jovens e adultos que buscam agilizar o pensamento para se diferenciar em provas e no mercado de trabalho.”
Não há idade limite para praticar a ginástica do cérebro. Cada aluno frequenta as aulas uma vez por semana com duas horas de duração. “Na primeira parte, eles aprendem a usar o ábaco que é um instrumento oriental que desenvolve foco, concentração e raciocínio lógico. Na segunda hora, os alunos brincam com jogos de tabuleiro, dinâmicas e jogos digitais desenvolvidos por neurocientistas europeus na plataforma online.” A duração do curso é de 18 meses, mas o tempo pode variar de um aluno para outro.
Experiência
A consultora ambiental Ana Lúcia Silva, 51 anos, começou a praticar o método há cinco anos e garante que só teve benefícios. “Eu estava tendo problemas de memória e depois que passei a frequentar o curso, meu raciocínio melhorou muito.” Na opinião de Ana Lúcia, a ginástica para o cérebro pode ser praticada por todas as idades. “Principalmente crianças que têm dificuldades de concentração e pessoas mais velhas que estão com problemas de memória. São exercícios fáceis que podem ser praticados até em casa. Conforme fui avançando subi de nível”, disse Ana Lúcia que não pensa em parar com a ginástica do cérebro.
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