Acusado de assassinato de pedreiro do Aeroporto diz estar jurado de morte


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José Eudeládio de Souza morreu aos 31 anos
José Eudeládio de Souza morreu aos 31 anos
Quatro dias após matar a facadas o pedreiro José Eudeládio de Souza, 31, no Aeroporto II, o autor se apresentou à polícia na manhã de ontem. Acompanhado de dois advogados, o microempresário Valdir Belato Freiria, 40, do Aeroporto III, foi interrogado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Proprietário de uma banca de pesponto, Freiria disse que “perdeu o controle” após várias ameaças que atribuiu ao pedreiro. Além disso, ele diz ter fugido de Franca por ter sido jurado de morte. Segundo o delegado Márcio Garcia Murari, o autor foi indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar), mas responderá ao inquérito em liberdade.
 
O pedreiro foi morto com várias facadas na tarde do último domingo. O crime ocorreu na rua Hercílio Azevedo Rosa, no Aeroporto II. Souza era o atual marido da ex-mulher do microempresário. Domingo, com base em depoimentos de testemunhas, a DIG apurou que o pedreiro atingiu o veículo do autor quando este estava em frente à casa do ex-sogro para pegar o filho. Freiria foi até seu carro, pegou uma faca e desferiu os primeiros golpes no pedreiro. Ferido, ele saiu correndo, entrou na garagem de uma residência, pediu socorro, mas acabou morto no local. A DIG aguarda os laudos para saber o número de facadas. 
 
Fugiu de Franca
Ontem, por volta das 10 horas, o microempresário se apresentou na DIG. Ele disse que fugiu da cidade após o crime por ter sido jurado de morte. Sobre o crime, declarou que foi em decorrência de vários fatores. Relatou que morou quatro anos com a - agora - viúva de Souza. Do relacionamento nasceu o filho, hoje com 4 anos. Um ano após a separação, a ex-mulher passou a se relacionar com o pedreiro. Os dois foram morar juntos e Souza não aceitava que Freiria fosse à sua casa pegar o filho. A mulher, então, passou a guarda para o microempresário, mas isto não teria sido suficiente para que os ânimos se “acalmassem”.
 
“Ele (autor) relata vários fatos que levaram os dois a nutrirem ódio um pelo outro. Simplesmente, eles não podiam se ver”, disse o delegado Murari com base no depoimento do autor e testemunhas. “A gota d’água, se é que podemos chamar assim, ocorreu domingo e resultou no homicídio.”
 
Freiria não se lembra de quantas vezes golpeou o desafeto e onde jogou a faca usada no crime. Ele foi cientificado do indiciamento por homicídio doloso e liberado. O delegado aguarda apenas os laudos da perícia e da necropsia para enviar o inquérito à Justiça de Franca.

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