Um sapo viscoso viu resplandecer ao seu lado, na noite escura, um alegre vaga-lume. Mortificado, saltou sobre ele e o cobriu com seu ventre úmido. O inseto, sufocando, ainda perguntou: por que me abafas? E o sapo respondeu, enquanto o outro expirava: por que brilhas?
Sonia Machiavelli, professora, jornalista, escritora
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