Viver um pouco de aventura fora dos videogames e ajudar as pessoas faz parte da vida dos escoteiros. Mais do que usar um uniforme e receber distintivos, ser escoteiro é sinônimo de autonomia e ação social. “Trabalhamos com diversas áreas como a espiritual, física, intelectual e social”, disse Saulo de Társio Souza, chefe do grupo escoteiro Franca do Imperador, em entrevista ao GCN.
Os escoteiros participam de acampamentos em que são desenvolvidas atividades recreativas, mas também têm responsabilidades como cozinhar, montar barracas e aprender os primeiros-socorros. Além disso, existe um trabalho social. “Recentemente fizemos uma campanha de arrecadação de alimentos para o Lar Dona Leonor”, contou Saulo.
A partir dos seis anos e meio toda criança pode entrar para o grupo. Ela será um ‘lobinho’ até completar 11 anos, quando passará a ser um escoteiro. É possível viver várias fases dentro do movimento. O chefe da tropa Franca do Imperador explica que, aos 15 anos, o escoteiro passa para a tropa Sênior e aos 18 ele é do clã Pioneiro, já quando chega aos 21 anos é considerado um adulto no movimento. “Entre adultos e crianças temos um total de 150 pessoas”, afirmou Saulo.
O grupo Franca do Imperador é o único da cidade. Esther Souza Silva, 10 anos, é uma das escoteiras do grupo. “Nós brincamos muito, mas também ajudamos as pessoas com os alimentos”, disse a menina. Com 15 anos, Blenda Durval Oliveira é monitora da tropa e está há oito anos no grupo. “Eu quero ficar muito tempo ainda, até ser chefe. Meu pai colocou meu irmão, mas ele ficou um dia e saiu, eu fiquei firme. Estou para conquistar o nível mais alto dos distintivos que é chamado Lis de Ouro”. A monitora resumiu o que ela aprendeu com os escoteiros em uma palavra: lealdade. Isabella Lopes, de 11 anos, é outra integrante da tropa Imperador. “Eu acho que todo mundo devia ter a oportunidade de ser escoteiro, porque eles ensinam a ter caráter, moral e conviver com a comunidade”, afirmou a garota.
O ‘lobinho’ Yuri Faria Duarte vai virar escoteiro em breve. Ele e os outros dois irmãos Yan, 6, e Yagho ,13, também fazem parte do grupo. Até a mãe deles entrou no movimento. Ela acompanha o filho menor que ainda não tem idade para participar sozinho e ajuda monitorando as atividades. Elaine Aparecida Faria ,40, conheceu o grupo quando eles vendiam sabonetes na praça. “Me chamaram para ser voluntária. É ótimo, é um jeito de exercitar as crianças que hoje em dia só ficam em computador e celular”, disse.
Quem quiser entrar para o grupo, deve procurar a sede no Bosque dos Angicos, bairro São Joaquim, onde o grupo desenvolve atividades todos os sábados das 14 às 17 horas.Informações no número (16) 9 9187-2863 - Saulo. No momento existe uma lista de espera, as vagas surgem de acordo com a mudança de fase dos atuais participantes. Para ser escoteiro, é feito o pagamento de um registro anual de R$ 70 para se filiar à União dos Escoteiros do Brasil. É cobrada também uma mensalidade de R$15 para manutenção da sede. Os eventos fora da sede, como acompanhamentos, são cobrados à parte.
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