Emprego e renda


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A economia brasileira vem enfrentando, há tempos, graves problemas. O nível de emprego está lá em baixo em decorrência da crise na indústria, a inflação supera o teto da meta estabelecida, o custo de vida (carestia) amplia a insatisfação geral do cidadão. Argumentam muitos que há os programas sociais, esquecendo-se que dinheiro de graça (bolsa disso, bola daquilo) deixa de lado a dignidade das pessoas na medida em que não se associa distribuição de benesses ao cumprimento de contrapartidas. Para superar os problemas que afligem nossa economia, precisamos reconstruí-la, tirá-la do buraco. Para usar termo em voga, precisamos de uma ‘nova’ economia, o que exige crescimento e desenvolvimento. 
 
Aqui estão os desafios: o PIB precisa crescer e não minguar como está acontecendo; o bolo da produção requer bom fermento para crescer e não ficar ‘embatumado’, estagnado; o desenvolvimento econômico, social e institucional deve avançar. 
 
Desenvolvimento significa recriar a indústria brasileira que está mostrando setores outrora dinâmicos ‘sugados’ pela concorrência estrangeira. Os ramos têxtil, de confecções, de calçados, móveis, até o automobilístico, são os mais prejudicados. No agronegócio também existem vicissitudes. A distorção dos preços relativos no setor sucroalcooleiro inviabiliza a produção. 
 
A raiz do problema está no preço administrado da gasolina, artificialmente baixo para combater a inflação. 
 
O gargalo maior é na indústria, que anda para trás. Produz pouco, não avança, não inova e nem aumenta a produtividade. 
 
Com isso, perde espaço nos mercados doméstico e internacional, abatida pelo custo Brasil e pela taxa de câmbio. Indústria fortalecida, empregos qualificados que geram renda maior, o caminho da redenção.
 
Vicente P. Oliveira
Economista — FEA/USP 

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