Taxistas vão à Câmara e reclamam de aumento dos pontos da cidade


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Taxistas passam próximo ao Terminal de Ônibus de Franca. Profissionais reclamaram de nova lei
Taxistas passam próximo ao Terminal de Ônibus de Franca. Profissionais reclamaram de nova lei
O projeto que prevê a expansão no número de concessões de pontos de táxi em Franca, aprovado na semana passada, voltou a dominar a sessão da Câmara ontem. Um grupo de taxistas chegou a ensaiar um protesto organizado, mas a manifestação pretendida não ocorreu. 
 
A maioria absoluta dos profissionais, que se agruparam nas proximidades do Parque de Exposições Fernando Costa (Expoagro) e de onde seguiram para a Câmara, era contra a criação de mais 252 pontos pretendidos pela Prefeitura de Franca.
 
A principal reclamação era o desconhecimento da votação do projeto e das intenções da administração, que pretende deixar o serviço na proporção de um taxi para cada grupo de 900 habitantes. Na sessão da semana passada, apenas três taxistas estavam presentes. Ontem, eram perto de 40.
 
Nério da Cunha Mateus explicou que a categoria já viu despencar a quantidade de corridas para até 15 por dia, ao mesmo tempo em que a remuneração também sofreu redução. Para ele, a medida aprovada pela Câmara sem discussão dos vereadores vai servir para legalizar os taxistas clandestinos que atuam na cidade sem nenhuma fiscalização.
 
Esse controle é de responsabilidade da Secretaria de Trânsito e Cidadania, do secretário Sergio Buraneli. 
 
Ao usar a palavra na tribuna, outro taxista, José Olério Garcia Neto, cobrou postura dos vereadores e foi duro com o secretário. “Nós não temos mais trabalho e temos vários clandestinos. Nós precisamos é de fiscalização, mas quem fiscaliza? O senhor Buraneli? Quando foi que ele fiscalizou alguma coisa?”, questionou o taxista. “Os senhores não poderiam ter aprovado um projeto desse sem conversar”, afirmou.
 
Garcia Neto ainda levantou suspeitas sobre a atuação do vereador Luís Carlos Vergara PSB), a quem acusou de constantemente querer prejudicar os taxistas. “Infelizmente não posso falar o que sei aqui”, disse ele. 
 
Diante do problema instalado, o presidente da Câmara, Jépy Pereira (PSDB) sugeriu que fosse criada uma comissão de três vereadores para discutir o assunto junto ao Executivo.
 
Fora deste assunto, 17 projetos foram incluídos na pauta de votação, como o que queria estabelecer uma quota para negros e afrodescendentes em concursos públicos municipais. De autoria de Luís Vergara, o projeto foi rejeitado e retirado de votação. Pastor Otávio (PTB) chegou a dizer que não é a cor da pele do candidato que determina seu merecimento, por isso era contrário.
 
Já Márcio do Flórida (PT) aproveitou a deixa para defender os programas sociais do Governo Federal, do mesmo partido, ao falar que os negros sempre foram jogados na marginalidade e que se transformações ocorreram no Brasil nos últimos anos é porque “os desiguais passaram a ser tratados desigualmente”.
 
Outro projeto descartado na sessão de ontem, proposto pela vereadora Fátima das Fraldas (PSB), previa o fracionamento da cobrança das taxas de zona azul e a isenção de 50% para motoristas com mais de 60 anos. Apesar da boa intenção da vereadora, o projeto foi considerado inconstitucional pela Comissão de Redação e Justiça por abrir mão de arrecadação e acabou retirado.

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