Adolescente pode ser mãe de bebê abandonado na rua no J. Cambuí


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Criança abandonada é acolhida no Jardim Cambuí antes de ser entregue as autoridades francanas na manhã da última sexta-feira
Criança abandonada é acolhida no Jardim Cambuí antes de ser entregue as autoridades francanas na manhã da última sexta-feira
Uma jovem que procurou o Conselho Tutelar na sexta-feira, 12 de setembro, pode ser a mãe do bebê deixado em uma rua do Jardim Cambuí. De acordo com o conselheiro Ilton Ferreira, a mãe da criança abandonada teria apenas 17 anos. 
 
A reportagem do Comércio chegou até uma mulher, que afirma ser a tia da mãe do menino abandonado. Ela relatou detalhes sobre a caso e pediu para não ter o nome revelado. “Eu acho que ela não está boa da cabeça. No dia (do desaparecimento), ela queria que ele (bebê) andasse, mas ele só engatinha, pois fez um ano agora. Ela foi para o ‘Janjão’ e o médico disse que ela tem esquizofrenia. O tio dela ia procurar o Fórum para ver se arruma um lugar para internar ela”, relatou. 
 
A jovem não teria envolvimento com drogas e nas últimas semanas estaria morando com a avó no Jardim Cambuí, além de cuidar bem do filho e ter bom comportamento no geral. A tia diz que a menor perdeu o celular e documentos pessoais na sexta-feira após o incidente. Para ela, a adolescente não teria consciência do que fez. “Ela foi no Fórum na sexta-feira, mas o juiz não quis entregar o bebê”, confirmou. 
 
Segundo Ilton Ferreira, não basta a apresentação da mãe, cujo paradeiro foi mantido em sigilo. Mesmo comprovado o parentesco, após o abandono a Justiça faz um estudo psicológico e social para decidir se a família tem condições de receber a criança novamente. De acordo com o conselheiro, isso depende de uma decisão do juiz responsável pelo caso. 
 
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher, cujo delegada quer ouvir a garota. “Foi expedido um ofício ao Conselho Tutelar e estamos aguardando uma resposta”, afirmou ontem o delegado Alan Bazalha Lopes. O crime é de abandono de incapaz, descrito no do artigo 133 do Código Penal, que prevê pena até três anos. “No caso de ser menor de idade, ela responde pelo ato infracional relacionado ao crime. Ela pode até ser internada na Fundação Casa”, disse Lopes. Identificada, a jovem será ouvida na delegacia. Segundo o diretor da Cartório de Franca, Douglas Quintanilha, a jovem que alegou ser a mãe da criança, na última sexta, não retornou ao Fórum ontem para apresentar documentos que comprovassem que ela é mesmo a mãe da criança.
 
Relembre o caso
Um bebê, do sexo masculino, foi abandonado pela mãe na rua Alcides Gonçalves no Jardim Cambuí. O ocorrido se deu por volta das 8h40 da última sexta-feira, 12 de setembro. Moradores do bairro, que aguardavam em um ponto de ônibus, presenciaram a mulher deixando o menino na rua e se afastando até fugir correndo. 
 
A pespontadeira Maria da Silva, 43, acolheu o bebê em casa até a chegada da Polícia Militar e do Conselho Tutelar. A criança está sob proteção da Justiça, recolhida em um abrigo. A pespontadeira que tinha 5 filhos ficou preocupada com o futuro da criança. “Será que vão cuidar bem dele?”, indagou após a criança ser levada pelas autoridades. De acordo com ela, os moradores procuraram a mãe pelo bairro após o ocorrido, mas não houve sucesso na busca.

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