O Fantástico, da Rede Globo, exibiu domingo uma matéria sobre o desrespeito aos idosos, a partir da não observância de espaços reservados a eles para estacionar seu veículo. Uma atriz fez o papel de uma jovem que ofendia um senhor de mais idade, provocando a revolta de alguns que assistiam a cena. Para alguns pode parecer exagero do quadro, mas isso costuma acontecer mesmo, e quando o infrator é chamado à atenção, responde com desculpinhas, que é rapidinho, que foi apenas apanhar alguma coisa, e coisas desse tipo. A verdade é que em quase todos os lugares, as pessoas mais velhas não são respeitadas e chegam a ser ofendidas. De primeiro, como costuma dizer nosso brilhante escritor Luiz Cruz, era diferente. Em casa, a gente ouvia a recomendação que se houvesse uma reclamação de falta de respeito a alguém mais velho, depois haveria um acerto em casa. E todos sabem como era esse acerto, à base da cinta ou do chinelo. Mas hoje não ensinam e nem lembram mais que respeitar os velhos dignifica os moços. Observem como é raro uma criança ou jovem ceder o seu lugar a alguém mais idoso, num ônibus ou na igreja. Os orientais e os indígenas, para citar apenas duas outras culturas, não apenas respeitam, como consideram a opinião dos idosos a mais valiosa, experiente e consistente, ao contrário daqui, onde muitos acham que já não servem para nada, e até fazem chacota de suas opiniões. Como diz aquela Sentença Oriental, para o ignorante, a velhice é o inverno da vida, mas para o sábio é a estação da colheita.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.