Um bebê do sexo masculino de cerca de 10 meses foi deixado próximo da esquina da rua Alcides Gonçalves com a Aparecida Augusta Medeiro pela suposta mãe ontem. A pespontadeira Maria da Silva, 43, que aguardava o ônibus para ir ao Centro de Franca viu a cena junto a outros moradores do Jardim Cambuí por volta das 8h40. A mulher, que estava suja e andava de modo desequilibrado, colocou a criança no chão e se afastou.
A pespontadeira então decidiu pegar a criança no colo, pois a mulher começou a se afastar cada vez mais enquanto a criança chorava jogada na rua. A desconhecida, que não foi reconhecida pelos moradores do bairro, fugiu correndo. “Quem trouxe o bebê para casa foi eu. Ele estava lá no meio do asfalto chorando porque queria o colo da mãe, mas eu acho que ela não bate bem da cabeça’”, contou Maria da Silva.
A pespontadeira e vizinhos procuraram a mulher pelo bairro, mas ela não foi localizada. “Eu fiz o que eu acho que qualquer pessoa faria (entregou a criança à polícia). Tomara que aconteça o melhor para o neném”, disse. A Polícia Militar foi acionada e esteve no local com o Conselho Tutelar. “A Justiça vai verificar quem tem condição de ficar com essa criança”, explicou o Conselheiro Ilton Ferreira.
De acordo com o conselheiro, pessoas alegando ser parentes do menino abandonado se apresentaram posteriormente, mas sem provas. O promotor Cristiano Andrade, que está respondendo pela Vara da Infância e Juventude da cidade, explicou as providências a serem tomadas. “Nesses casos é feito um inquérito oficial que é remetido ao Fórum, então o promotor pode oferecer uma ação penal para ser julgada”, disse. A mãe responderá pelo crime de abandono de incapaz. “Ela pode chegar a ser presa e os detalhes da prisão dependem de como e por qual motivo aconteceu o abandono”, explicou Andrade. A adoção por outras pessoas que não sejam da família é a última saída. De acordo com o promotor, após identificação da mãe, será feita um estudo psicológico e social da progenitora ou familiar para que a criança seja entregue. Até que a situação seja resolvida, ela permanece sob proteção e aguardará a resolução do caso em um abrigo não revelado pelas autoridades locais.
O caso será avaliado pelo juiz da Vara da Infância e Juventude José Arimatéa de acordo com o diretor do Cartório de Franca, Douglas Quintanilha. Segundo o diretor, uma jovem procurou o Fórum na tarde de ontem alegando ser a mãe da criança, porém ela não portava nenhum documento, seja dela ou do menino. Ela dizia ser menor de idade também. A jovem foi orientada a voltar com documentos que comprovassem suas palavras.
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