Polícia procura italiano acusado de matar ourives


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Imagem de arquivo mostra interior do escritório onde ourives foi morto em dezembro de 2011. Não havia sinais de arrombamento
Imagem de arquivo mostra interior do escritório onde ourives foi morto em dezembro de 2011. Não havia sinais de arrombamento
Mais de dois anos e nove meses após a morte do ourives Giovanni Di Gianni, então com 76 anos, a Justiça de Franca expediu mandado de prisão preventiva contra o principal suspeito do crime, o empresário italiano Marco Rino Mazzuoccolo, 40. No entanto, para ser cumprida a ordem, será necessário acionar a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). Mazzuoccolo, logo após o crime em dezembro de 2011, abandonou a mulher em São Paulo e voltou para Milão, capital da região da Lombardia, na Itália. Como não há acordo de extradição entre Brasil e Itália, o suspeito só poderá ser capturado se deixar seu País.
 
O ourives francano foi encontrado morto com uma pancada na cabeça na madrugada do dia 22 de dezembro de 2011. Ele foi assassinado dentro de seu escritório, no calçadão da rua Marechal Deodoro, na área central de Franca. Di Gianni trabalhava na lapidação de diamantes e comercializava ouro e pedras preciosas. Ele foi visto com vida pela última vez no dia 21 de dezembro. Como não voltou para a casa naquele dia, um filho esteve no escritório de madrugada e com ajuda de bombeiros entrou no estabelecimento onde o corpo foi encontrado. Cerca de R$ 3 mil     em dinheiro e algumas pedras de diamante estavam no bolso da calça da vítima. Mesmo assim, o caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte).
 
Italiano suspeito
A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) entrou no caso. “Apuramos que a vítima tentava vender uma pedra preciosa de alto valor e que algumas pessoas estiveram no escritório para ver a pedra”, disse o delegado Márcio Garcia Murari. O ourives escondia a pedra nas calças que usava. “O alfaiate disse que o cliente exigia a colocação deste bolso oculto na lateral. Quando do encontro do corpo, o bolso oculto da calça estava para o lado de fora, indicando que o que havia em seu interior fora roubado”, lembrou Murari.
 
A polícia provou que o empresário Mazzuoccolo saiu do prédio na tarde do dia 21 de dezembro. “Ele (empresário italiano) chegou até o ourives através de um intermediário. Eles tiveram encontros em datas anteriores para tratar da venda de pedras preciosas. Naquele dia (21 de dezembro de 2011), tudo indica que o suspeito esteve sozinho no escritório”, comentou o delegado. A pessoa que apresentou o empresário ao ourives nunca foi identificada.
 
A DIG conseguiu chegar à residência do empresário, no bairro Santana, em São Paulo, mas ele não foi localizado. No início de 2012 Mazzuoccolo abandonou a mulher e voltou para Milão, na Itália. Em abril do mesmo ano, ele enviou uma procuração para advogados de São Paulo acompanharem o processo que apurava a morte do ourives. Dois destes advogados estiveram no Fórum de Franca no ano passado, mas nunca procuraram a polícia da cidade. “Agora é tentar trazer o suspeito de volta ao Brasil. A Polícia Federal já foi comunicada e vai enviar o caso à Interpol”, disse Murari.
 

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